Flor exótica
Man of Teak
Sue Peters
Coleção Bianca, nº 156
Série
Romances Editora Abril, 1982
— Suma da minha frente, nunca mais quero vê-lo! — Earl apenas riu diante do desabafo de Roma. Já estava acostumado às agressões da moça e embora quisesse revidar, sabia que não podia: os dois estavam ligados por laços indissolúveis. Roma era a proprietária de um cavalo que Earl treinava. Por contrato, ele continuaria como treinador até que o animal vencesse uma corrida. Assim, embora se detestassem, eles estavam sempre juntos. Só paravam de brigar para trocar alguns beijos, cada vez mais apaixonados... Era um estranho relacionamento, mas o que podia se esperar do encontro de uma independente aeromoça, como Roma, e um vaqueiro rude e atrevido, como Earl?
Como cão e gato! Assim Lu e Nat Archer brigavam cada vez que se viam. Ele não passava de um machão autoritário, e vivia querendo dominá-la. Ah, como ela o detestava! As escondidas, quando podia, Nat roubava-lhe beijos. Era, como todos os homens, um aproveitador! E talvez tivesse uma mulher em cada porto. Afinal, estava naquela praia australiana de passagem... e era melhor que Lu o ignorasse. Mas como, se ele havia desencadeado uma tempestade de emoções em sua alma? Como enganar a mulher que despertava dentro dela, se a verdade é que Lu daria tudo para ter uma noite de amor com ele?
Como esquecer os lírios do Oriente, que tinham inundado com um perfume inebriante a sala da embaixada, no dia do seu casamento? Um casamento de favor, é verdade, para salvar a vida de Netta, pois daquela guerra ela só escaparia se casasse com Joseph de Courcey. Ele não a amava, mas seria o dono de seus atos, de sua vida, de seu corpo, até que o compromisso terminasse. E agora, a salvo, Netta aguardava, desesperada, esse momento. Carregava o filho de Joseph no ventre e, no coração, uma paixão irremediável. Mas as palavras dele tinham sido bem claras: "Este casamento é uma mentira, é só para tirá-la daqui com vida".