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terça-feira, 18 de novembro de 2014

IRMÃOS HUNTER E IRMÃS O'ROURKE

Irmãos Hunter e Irmãs O’Rourke 01 - Indiscrições




Daphne tinha sacrificado tudo para permanecer desconhecida em seu paraíso tropical. Mas se Lorde Lockwood reconhecer a mulher que fugiu da Inglaterra com um crime em sua consciência, nada poderia mantê-la a salvo... Mesmo o pensamento de uma punição futura não poderia atenuar o presente desejo. Os lábios de Lockwood haviam despertado a mulher apaixonada que tinha sido uma vez. Que mal, Daphne raciocinou, poderia vir de um beijo roubado? Ainda assim, ela não podia permitir que seus sentimentos dominassem seu sentido — o que seria muito perigoso. Tinha negado-se a isso por cinco anos. Certamente ela poderia se negar a Lockwood por algumas semanas?​



Beijos De Fel

Série Irmãs O'Rourke


Há muito tempo que Andrew Hunetr frequenta o mais sórdido submundo de Londres.

Mesmo assim, não está preparado para a misteriosa Lady Lace.
Sua desenvoltura no jogo do flerte demonstra sua experiência na arte da sedução.
Mas seus lábios enfeitiçantes a denunciavam: era pura e inocente.
Para Andrew, nada seria mais prazeroso do que descobrir a verdadeira Lace.
Mas ela não poderia revelar seu passado, pois procurava apenas um home... um cavalheiro alto, moreno, com beijos de fel... o assassino de sua irmã!

Jenna: Li e gostei apesar de nobres maldosos que se valiam de magia negra praticando estupros, matando e se divertindo com isso e nossa heroína infiltra-se no meio disso tudo para descobrir o assassinato de sua irmã.

Capítulo Um

Londres, 2 de julho de 1821.
- O que estamos fazendo neste baile de máscaras idiota quando poderíamos nos divertir em um sabá de feiticeiras? É verão, Hunter, tem que haver alguma coisa melhor para fazer. O quê?
Andrew Hunter bocejou e passou os olhos pela sala lotada em Argyle Rooms.
Que coisa triste não conseguir pensar em nada que lhe interessasse.
Bem, o tédio chegaria mais cedo ou mais tarde.
Não havia praticamente nada que não tivesse feito, tentado, experimentado. Henley disse:
— Haverá uma missa negra na capela do cemitério Whitcombe. Andrew sacudiu a cabeça. — Vá sem mim, Henley. Acho que vou para casa cedo.
— Vai para casa cedo? Está doente, Hunter?
Doente? Era assim que chamavam o tédio total? Então sim, sofria da maldita doença terminal do tédio.
— É tudo idiotice, Henley. Simulação e fingimento. Sabás de feiticeiras, lutas de gaios, tormento de ursos, prostitutas...
— Precisamos encontrar alguma coisa que o interesse, Hunter.
— Deus! — riu Andrew. — Vai sugerir uma mulher?
— Nada como uma mulher para amenizar aborrecimentos. Considerou a sugestão, mas lhe pareceu insípida.
Quantas mulheres já tivera só no último ano?
Quantos encontros e seduções? Quantos namoros ilícitos? Quando seu irmão mais velho, o conde de Lockwood, se casara, Andrew se instalara numa casa na cidade.
Não queria ficar na mansão da família com o casal, como testemunha da felicidade conjugal, embora talvez fosse divertido.
Seus irmãos, James e Charles, também tinham alugado um apartamento.
Acabara a restrição que a presença do irmão mais velho lhe impusera, mas a liberdade para fazer o que quisesse lhe tirara o prazer.
Naquela noite sentia uma inquietação, uma expectativa, como se alguma coisa incomum estivesse para acontecer.
— Não — disse finalmente à sugestão de uma companhia feminina. — Verei o que está acontecendo no clube e depois, casa.
— Está tão entediado assim, Hunter? Olhe em volta!

Irmãos Hunter e Irmãs O’Rourke 03 - Despindo Lilly



Não é bem um CAVALHEIRO

Filho bastardo de um Duque, Devlin Farrell está prestes a se vingar pela morte de sua mãe. E irá mesmo tão longe ao ponto de sequestrar a noiva de seu inimigo no altar!

Lilly O'Rourke é apenas um peão inocente no plano de Devlin. Apesar de arruinar a reputação dela, não quer lhe fazer nenhum mal, embora seja difícil bancar o perfeito cavalheiro quando está lutando para resistir à sua beleza tentadora.

Mas Devlin viveu tanto tempo alimentando sua vingança, que pode agora esquecer esse desejo, libertar Lilly, salvando a si mesmo?

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DESEJO - AMOR MÁGICO

DESEJO


Depois da morte de seu pai, a formosa lady Clare descobre que deve casar-se para proteger Desejo, a ilha que acaba de herdar. Quando o futuro marido, escolhido por seus tutores, cruza as portas do castelo, lady Clare se sente completamente traída.

Sir Gareth de Wyckmere não é o poeta que ela desejava, mas um temível cavalheiro, convencido de seu poder para domar a sua rebelde esposa. Entretanto, Gareth não poderá impedir que lady Clare faça todo o possível para moldá-lo ao seu ideal…, até que o choque de vontades acende uma paixão inesperada, e uma conspiração que põe em perigo tanto seu amor como suas vidas.

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Amor Mágico

Amor Mágico



Sinistro e temível, com o cabelo tão negro como a noite e os olhos da cor do âmbar, Hugh o Impacável, fazia juz ao seu apelido. Tinha procurado durante muito tempo, sem êxito, a mágica pedra que lhe permitiria o acesso a sua nova propriedade.
Ao descobrir que a pedra se encontra em poder de Lady Alice, tenta aproximar-se dela.
Lady Alice, uma jovem perita em afastar pretendentes, percebe as intenções ocultas de sir Hugh e sabe que ele ficará furioso ao descobrir que a pedra já não está em suas mãos.
Mas ainda restam seus poderes para encontrar o cristal, e os usará para libertar-se e libertar seu irmão do domínio de seu malvado tio.
Cada um atuará movido por um interesse pessoal,
sem saber que sua vontade ficará em segundo plano
e que o azar imporá um novo rumo a sua vida.

sábado, 15 de novembro de 2014

TRILOGIA DOS AINCOURT


 A mansão dos segredos – Trilogia dos Aincourt – Candace Camp


Devin Aincourt, conde de Ravenscar, era um verdadeiro libertino. Ele se comprazia em gastar todo o dinheiro herdado e ignorar a administração de suas terras. Até o dia em que sua mãe implorou para que ele recuperasse a fortuna e o nome da família se casando com Miranda, uma rica herdeira americana. No entanto, Devin não imaginava que esta estrangeira decidida e autêntica tivesse os próprios planos: tornar suas terras rentáveis outra vez, arrancar o conde das garras da amante e conquistar seu coração— esmo que ela tivesse de enfrentar a maldição rogada sobre os Aincourt há várias gerações…











O Castelo das Sombras - Candace Camp





Em O Castelo das Sombras, segundo livro da trilogia dos Aincourt, o leitor passa a conhecer a história de Richard, o duque de Cleybourne. Após perder a esposa, Caroline Aincourt, e a filha, a pequena Alana, em um trágico acidente às vésperas do Natal, Richard torna-se um homem solitário e amargo.

Em profundo estado depressivo, Richard parte para seu castelo no campo. Mas, com a chegada de Jessica Maitland e Gabriela Carstairs, seus dias de autocomiseração estão contados.

Pouco antes de morrer, o general Streathern, tio-avô de Gabriela, ordenou que a menina ficasse sob a custódia de Richard, que a protegeria do lorde de Vesey, seu cruel sobrinho-neto interessado em roubar a herança da prima. Com a missão de entregar a menina sã e salva para Richard, Jessica parte para o castelo do duque,afastando Gabriela de um ambiente nefasto.

Richard não tem a menor intenção de ser responsável por uma órfã, até mesmo porque isso o faz lembrar a filha. Por outro lado, ele se sente cada vez mais atraído por Jessica, tornando-se vulnerável à insistência dela para que proteja a menina.

Com a chegada de lorde Vesey ao castelo, a situação fica ainda mais complicada.Ele está decidido a reivindicar a guarda de Gabriela, o que coloca Richard em uma posição desconfortável.

Para complicar ainda mais, uma pessoa aparece morta. Agora, Richard e Jessica unem forças para descobrir quem é o assassino, ao mesmo tempo em que têm de resistir à paixão incontrolável que surge entre eles.

Com boas doses de suspense e sensualidade, toques de humor e personagens bem construídos, em O Castelo das Sombras o leitor saboreia uma história deliciosa, ambientada na Inglaterra do século XIX, escrita por Candace Camp, uma das maiores autoras de romances históricos de todos os tempos.


SEGREDOS DO CORAÇÃO



SEGREDOS DO CORAÇÃO
LIVRO CONHECIDO TAMBÉM COMO A CASA DAS MÁSCARAS

Na véspera do seu casamento com Michael Trent, conde de Westhampton, Rachel Aincourt tentou fugir com outro mas o seu obstinado pai, acompanhado do seu noivo, levou-a de volta da maneira mais vergonhosa. A vergonha e os remorsos fizeram com que Rachel se convencesse que tinha aquilo que merecia: um casamento sem amor com um homem frio e enigmático. Mas estava muito enganada. Por trás do aspecto delicado de Michael escondia-se um homem que enfrentava os perigos e que agora tinha que enfrentar um caso difícil. Quando se deu conta de que Rachel estava envolvida num crime, Michael pôs em prática a sua capacidade de mudar de imagem: seduziria a sua mulher, por quem estava secretamente apaixonado. Seria capaz de conquistar o seu coração... ou estragaria a sua última oportunidade de ser feliz?







DESEJO CONCEDIDO

MEGAN MAXWELL
DESEJO CONCEDIDO

Se algo tem claro Lady Megan Phillips é que nenhum homem dobrará seu caráter e sua vontade. Acostumada a cuidar e velar pela segurança de seus irmãos, Megan é uma jovem intrépida, de belo rosto moreno, à qual lhe divertem os desafios e não se assusta com o som do aço.
Se algo tem claro o guerreiro Duncan McRae é que sua vida é a guerra. Acostumado a liderar exércitos, e que as pessoas abaixem atemorizadas suas cabeças ante sua passagem, ao chegar no castelo de Dunstaffnage para assistir ao casamento de seu amigo Axel McDougall, se encontra com um tipo de inimigo muito diferente do que conhece: a jovem e inquietante Megan.
A palavra de um highlander na Escócia é sua lei. E a promessa de Duncan ao avô da moça une seus destinos e se desemboca em um trepidante e acidentado casamento de um ano e um dia.
Conseguirão Megan e Duncan sobreviver todos esses meses sem afogarem-se? Ou pelo contrário a paixão terminará consumindo-os?




Comentário da Revisora Neia: Adorei a historia. A autora trabalha com os nossos sentimentos de uma maneira espetacular, você vai do riso ao choro, da raiva a ansiedade com uma facilidade que pouco vi em outros livros. Pena que ela só tem esse livro de histórico. A historia de Megan e Duncan mais parece uma mistura de Hannah Howell, Margarete Moore e tantas outras maiorais. Muito me lembra a historia de "A Megera Indomável" de Shakespeare, ela é louquinha e ele tem uma paciência de Jô. Nem vou falar muito da historia por que espero que a leiam, vão gostar. E no final vão suspirar por ter lido tal livro. Boa leitura. Bjs. Neia

Comentário da Revisora France Medeiros:  Realmente a história de Megan e Duncan, é cheia de emoções, eu particularmente, senti raiva e em alguns momentos fui ás lágrimas com a Megan, você se envolve com os personagens, ele um guerreiro highlander e sua frase favorita “é eu ordeno” e ela você “não manda em mim”, a partir daí vocês podem imaginar o que acontece, eu recomendo esse livro. Bjs France Medeiros

* * *
DESEJO CONCEDIDO, é uma novela histórica medieval escocesa. Algo diferente do meu trabalho anterior, que como vocês bem sabem muitos é do gênero chick-lit. Mas vocês sabem o que é que encontrarão em comum entre os dois gêneros? Bem, algo tão maravilhoso como é a terra da Escócia, o precioso castelo de Eilean Donan, e suas paisagens.
Em DESEJO CONCEDIDO conhecerão Laird Duncan McRae e Megan Phillips. Um highlander decidido, que espero que as deixe tontas e uma mulher (à qual me dei o luxo de chamá-la Megan... rsrsrs) uma heroína com personalidade, desafio no olhar e coração.
A história em si tem aventura, paixão, desafios, discussões e especialmente muito… muito amor. Esse amor-ódio muito parecido ao de certa estrofe espanhola que diz “Nem contigo nem sem ti, têm minhas doenças remédio: contigo porque me mata; e sem ti porque me morro”.
Portanto se vocês gostam de histórias de amor, de bonitos e atrativos highlanders, se a Escócia as atrai, se voltam louca pelas histórias medievais, e se adoram as mulheres com personalidade. Esta é o seu romance!
Tomara que quando a terminem fechem o romance com um sorriso nos lábios pelo fato de tê-lo achado genial, e espero de coração que o desfrutem muito… muitíssimo, tanto quanto eu quando o escrevi.
Um beijo muito grande,
Megan Maxwell
* * *

MEGAN MAXWELL. É uma escritora de novela romântica nascida em Nüremberg (Alemanha) em 1965, filha de toledana (Toledo) e norte-americano, deixou a Alemanha ainda criança para trasladar-se a Madri com sua mãe.
Trabalhou como secretária, até que, um bom dia, decidiu dedicar-se a escrever novelas românticas.
Atualmente radicada em Madri, sendo uma das principais representantes do gênero romântico Chick-lit na Espanha.




Capítulo 1


Dunhar (Inglaterra), Ano 1308

Lady Megan Philiphs não podia acreditar no que estava ouvindo. Escondida atrás da porta de carvalho maciço escutava sua tia Margaret falar com Bernard Le Cross, o bispo que tão pouco havia gostado em vida, a sua mãe.
—Ilustríssimo . É de extrema importância que realize os casamentos mesmo sem os proclamas pertinentes, — disse Margaret com sua atípica voz ronca.
—Lady Margaret, — afirmou o bispo, — para mim será um prazer ocupar-me desse duplo casamento.
—Tenho que dizer, em favor dos cavalheiros, que ambos conhecem às donzelas desde pequenas e estão satisfeitos com a ideia de desposá-las e ensinar a elas bons modos e a classe que lhes falta, — riu com malícia. — Além disso, já contam com vinte e dezoito anos.
—A entendo, lady Margaret, — murmurou o roliço bispo pegando uma nova torta de sementes de anis.
—Será um acordo benéfico para todos. Além disso, não puderam se negar, — riu sir Albert Lynch, marido de Margaret e tio das moças. — Entre os favores que me devem os cavalheiros e o imaginar em submetê-las em suas camas se animaram com rapidez.
—Não vejo o momento em que essas selvagens desapareçam da minha vista, — cuspiu sem escrúpulos Margaret, enquanto entregava ao sacerdote mais pasteizinhos.
Quanto odiava àqueles três mestiços! Especialmente, às moças. Sempre tinham sido a vergonha da família. Ela mesma havia sofrido as consequências por seu irmão se casar com uma selvagem escocesa. Quando todo o mundo se inteirou daquele casamento, Margaret e Albert deixaram de ser convidados nos bailes e eventos sociais da época. Mas agora que seu irmão George e a selvagem de sua cunhada estavam mortos, ela se ocuparia do futuro daqueles mestiços.
Incrédula, Megan escutava os obscuros planos de sua tia, apoiada sobre a bonita porta que seu pai mandou construir. Aquela casa, que tantos momentos lindos acolheram em vida de seus pais, agora se havia transformado em um lar sinistro por causa da presença de seus tios.
“Esta mulher está louca”, pensou Megan, pálida como a cera. Ao escutar aquilo, seu coração quase parou. Pretendiam que sua irmã e ela se casassem com dois inimigos de seu pai. Os homens que sempre o repudiaram pelo simples fato de ter se unido em casamento com sua mãe, Deirdre. Aqueles que sempre as haviam olhado com olhos cheios de lascívia.
—Fico imaginando que as duas desaparecerão destas terras, — prosseguiu o bispo com indiferença, enquanto limpava as comissuras de sua enrugada boca com um delicado guardanapo de linho. — Com sinceridade, lady Margaret, tirar de cima a esses dois incômodos é o melhor que podem fazer.
—A cada dia é mais difícil a convivência, — reprovou Albert. — Se negam a ser submissas e obedientes, e a se comportarem como damas. Mas claro, é o que se deve esperar delas, tendo a mãe que tiveram e a educação que ofereceram!
—Elas partirão e desaparecerão de nossas vidas, — disse Margaret taxativamente. — Só permanecerá nesta casa o pequeno Zac, sob minha tutela. É o herdeiro e, como tal, o criarei. Isso sim, sem a influência dessas duas selvagens. Eu o ensinarei a ser um bom inglês para que esmague a esses malditos highlanders.
Megan não pôde escutar mais. As lágrimas deslizavam por suas faces deixando sulcos em sua passagem. Ela precisava sair dali. Com máximo cuidado, desapareceu saindo ao pátio dos fundos da casa, junto das lindas flores que sua mãe plantou anos atrás. Sorveu várias arfadas de ar enquanto corria, e se internava na floresta.
Precisava falar com John de Lochman, o melhor amigo de seus pais, por isso se internou através da floresta em busca daquele que sempre havia dado consolo, desde que seus progenitores desapareceram.
Esgotada pela corrida, parou alguns instantes para descansar. A angústia a fazia maldizer em voz alta convulsivamente.
—Bruxa! Maldita bruxa!
—Que está acontecendo com você, Megan? — disse uma voz perto dela, assustando-a.
—Oh, Shelma! — exclamou ao reconhecer a sua irmã. — Temos que encontrar John urgentemente.
—Está no estábulo com Patrick. Mas o que está acontecendo?
—Shelma, tia Margaret pretende nos casar. Você com sir Aston Nierter e eu com sir Marcus Nomberg.
—O que?! — gritou incrédula. Odiava a esses homens, tanto quanto eles a elas. — Mas... Mas se esses homens nos desprezam.
—Tomara apodreçam no inferno! — Vociferou Megan. — Pretendem nos tirar do meio, para educar a Zac e ficarem com todas as propriedades do papai. Venha, temos que encontrar John!
Seus corações batiam fortemente com força quando começaram a correr pela florida floresta de álamos.
—Mas o que John pode fazer? — Perguntou Shelma chorosamente. — Ele não pode nos ajudar. Eles o matarão.
—Não sei o que fará, — respondeu Megan sem fôlego. — Mas quando papai morreu, me pediu que, se alguma vez me visse em perigo, o procurasse.
De mãos entrelaçadas chegaram até as majestosas cocheiras, onde um dos homens de John as cumprimentou e indicou onde poderiam encontrá-lo. Evitando com rapidez a homens e cavalos, elas chegaram até a lateral das cavalariças. Esgotadas, viram John com as rédeas de um belo cavalo em suas mãos.
—Quanta beleza junta! — Gritou John aproximando-se delas.
Aquele gigante de quase dois metros adorava as moças, da mesma forma que havia adorado a sua doce mãe, Deirdre. De repente ele se deteve e, observando os olhos lacrimosos das jovens, rugiu:
—O que aconteceu aqui?
—Uma vez você disse que se alguma vez nos víssemos em perigo que disséssemos a você, — arquejou Megan agarrando sua irmã. — Tia Margaret quer nos casar neste fim de semana com sir Aston Nierter e sir Marcus Nomberg.
—O que você está dizendo, moça?! — Gritou enquanto seu coração batia acelerado.
Era impossível. Como iam fazer aquilo a essas duas adoráveis moças? Sir Marcus e sir Aston eram dois cavalheiros do rei Eduardo II, duros e impiedosos, que nunca aceitaram o casamento entre George e Deirdre pelo simples fato de ela ser escocesa. Como demônios eles iam se casar com elas?
—Entendo que tenha que pensar em si próprio, — prosseguiu Megan, que ardia de raiva pelo que queriam fazer com elas. — Não queremos que tenha problemas nem com eles nem com ninguém. Mas estou desesperada, John, não sei para onde ir, nem o que fazer para que meus irmãos não sofram a injustiça que meus tios querem para eles.
—Moça, — disse John fazendo um carinho no queixo de Megan. — Há anos prometi a seu pai que se algum dia ele faltasse, eu me ocuparia de vocês. Depois de sua morte, sua mãe também me fez o mesmo pedido, e jurei ante Deus que assim o faria, e o farei!
—Mas para onde podemos ir? — Choramingou uma assustada Shelma. — Sempre vivemos aqui. Este é o nosso lar. Esta é a nossa casa.
—Eu as levarei até o seu avô.
—O que?! — exclamou, perplexa, Megan. — Nosso avô?
—Angus de Atholl, do clã McDougall, — assentiu com firmeza John.
—Mas... mas... — começou a balbuciar Shelma, mas as palavras se afogaram em sua garganta, horrorizada por ter de se aproximar dos terríveis highlanders.
—Ele vive perto do castelo de Dunstaffnage.
—Você acha que ele vai querer cuidar de nós? — Perguntou Megan tomando ar. Sair das terras inglesas para meter-se em zona escocesa era muito perigoso. — Nunca tivemos contato com ele, e talvez ele também não queira saber nada de nós.
—Vocês não. Mas a sua mãe se manteve em contato com ele através de mim durante todos estes anos. Angus é um bom homem, adorava a sua mãe e sofreu muito quando ela decidiu abandoná-lo para correr aos braços de seu pai. No início ele se irritou muitíssimo. Não entendia como a sua preciosa filha podia ter se apaixonado por um inglês. Mas o amor que o seu avô sentia por sua mãe e a amabilidade de seu pai o fez entender e aceitar esse amor.
—Será que é uma boa ideia acudir a ele? — Voltou a perguntar Megan enquanto tentava acalmar a sua irmã, que seguia soluçando.
—Sim, moça, — assentiu John com raiva no olhar e nas suas palavras. — Creio que esta é a única opção que vocês têm para se livrarem da crueldade de seus tios e desses maridos que eles querem impor a vocês.
—Está bem, — aceitou Megan sentindo um frio estranho percorrendo suas costas. — Quando partimos? E, sobretudo, como avisaremos a nosso avô?
—Amanhã durante a noite, quando todos estiverem dormindo, será um bom momento.
—Estaremos preparadas com Zac, — afirmou Megan, decidida.
—Iremos a cavalo, não podemos levar nenhuma carreta, por isso peguem apenas o indispensável. Ah!,  e levem os casacos, vocês vão precisar deles nas Highlands.

***
Naquela noite, no pequeno salão azul, enquanto esperavam que terminassem de servir o jantar junto de seus tios cruéis,  ambas as irmãs permaneciam em silêncio.
—Vocês estão muito caladas hoje, meninas, — reprovou sua tia olhando-as com olhos de serpente venenosa, enquanto introduzia uma colherada de caldo na sua enrugada boca.

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terça-feira, 11 de novembro de 2014

SÉRIE CAVALEIROS DA BRITÂNIA



Série Cavaleiros da Britania
1- Senhora do Dominador
2- A Noiva do Guerreiro
3- A filha do Inimigo
4- Noite de Prazer


Série Cavaleiros da Britania

4- NOITE DE PRAZER




Elise salvou sua família da ruína ao se casar com Simon, Conde de Rennes.

No entanto, este não é um mero casamento de conveniência.
Elise já se apaixonou pelo seu novo marido.
Com a intenção de agradá-lo, Elise se propõe a ser a mulher ousada e sedutora, que ela acredita que Simon deseja - mesmo que ela seja uma virgem inocente e inexperiente.
No dia de seu casamento, Simon está determinado a excitar habilmente sua nova esposa e inicia-la nos prazeres da cama, embora ele tema uma mulher tão feminina e delicada nunca poderia amar um nobre tão grosseiro quanto ele.
Quando sua noite de núpcias chega, Simon e Elise descobrem um êxtase além de seus sonhos mais ousados...

Capítulo Um

Rennes, Bretanha Primavera, 1066
— Olhe para ela — ordenou Simon, indicando com a cabeça sua... esposa. Era estranho e novo chamá-la assim, o que não era difícil de entender, pois haviam se casado naquela manhã. — Apenas olhe para ela. — Seu sangue esquentou só de mirá-la.
Giles, Brice e Soren viraram-se para olhar através do salão, para onde as mulheres estavam sentadas, em grupos, durante a festa de casamento. Elise estava com sua mãe e suas primas, conversando e seduzindo-o com seu comportamento inocente e sua beleza simples.
— Ela parece feliz, Simon — afirmou Brice. — Embora eu esteja surpreso por ela estar aqui.
Simon virou-se e percebeu que seus amigos olhavam para a mulher errada. Antes que pudesse corrigi-los, Giles interrompeu:
— Eu também. Alianor parece estranhamente contente para uma mulher que está perdendo seu amante e protetor para uma esposa. — Giles ergueu o copo para Simon e, depois, para Soren. — Quiçá ela esteja à procura de outro, Soren. O que acha de sua beleza e seu comportamento?
Soren abriu a boca para falar, mas, em vez disso, riu.
— Vou esperar para ver como as coisas vão entre Simon e a esposa. Ele pode acabar logo de volta à cama de Alianor, e meus esforços teriam sido em vão.
O violento xingamento proferido por Simon acabou com a discussão sobre sua amante e assustou algumas pessoas mais próximas. Virando-se de costas para eles, abaixou a voz:
— Eu estava falando de Elise, seus imbecis, não de Alianor.
— Simon virou o resto do vinho. — Desgraçados — praguejou, baixinho.
— Sem dúvida, milorde — disse Giles, acenando com a cabeça. Aproximando-se, bateu nas costas de Simon e riu. — Só queríamos tranquilizá-lo.
— Sou assim tão transparente? — Simon podia sentir a ansiedade crescendo dentro de si enquanto esperava pela noite... e por levar Elise para a cama. Desejava-a desde que a vira descer do cavalo em frente ao castelo e, agora que ela era sua aos olhos da lei, desejava-a ainda mais.
— Tanto quanto qualquer outro noivo, Simon — disse Brice.
Tomando a olhar através do salão, ele a viu sorrir e concordar com algo dito por uma mulher. Seu corpo reagiu intensamente à beleza e à feminilidade de Elise.

A ideia de abraçá-la, tocá-la, sentir o gosto do seu perfume e iniciá-la nos prazeres da cama conjugal fizeram-no tomar a enrijecer.
Então, enquanto via seus amigos mirando-a, foi atingido pelo ciúme. Os três atraíam mulheres como um doce atrai moscas, e Simon não tinha dúvidas de que, com suas experiências em fazer a corte, se algum deles voltasse sua atenção para ela, poderia mostrar-lhe o bruto que ele realmente era.
Apenas a esperança de que ele poderia ser diferente para ela, diferente com ela, permitia que Simon acreditasse que poderia fazê-la feliz naquele casamento.
3-A Filha Do Inimigo

Série Cavaleiros da Britania



Um guerreiro em rebelião.

Soren Fitzrobert já fora um homem irresistível para as mulheres.
Porém, um ferimento brutal mudou sua vida para sempre. Agora Soren busca vingança e exige se casar com a filha de seu inimigo.
Um castigo bárbaro.
Temporariamente cega por conta das invasões, a inocente Sybilla estremece na presença daquele homem feroz e coberto por cicatrizes.
Porém, seu tremor não se deve somente ao medo...
Um toque de perdão?
Forçada a se casar, Sybilla terá de aceitar a sedução de Soren. Para satisfazer os desejos carnais de seu marido, ela usará os, sentidos que lhe restaram, um de cada vez.
E a mulher que Soren estava decidido a escravizar se torna cada vez mais dona de seu coração...
Eles nasceram para conquistar... e seduzir!

Capítulo Um

Rennes, Bretanha Primavera, 1066
— Olhe para ela — ordenou Simon, indicando com a cabeça sua... esposa. Era estranho e novo chamá-la assim, o que não era difícil de entender, pois haviam se casado naquela manhã. — Apenas olhe para ela. — Seu sangue esquentou só de mirá-la.
Giles, Brice e Soren viraram-se para olhar através do salão, para onde as mulheres estavam sentadas, em grupos, durante a festa de casamento. Elise estava com sua mãe e suas primas, conversando e seduzindo-o com seu comportamento inocente e sua beleza simples.
— Ela parece feliz, Simon — afirmou Brice. — Embora eu esteja surpreso por ela estar aqui.
Simon virou-se e percebeu que seus amigos olhavam para a mulher errada. Antes que pudesse corrigi-los, Giles interrompeu:
— Eu também. Alianor parece estranhamente contente para uma mulher que está perdendo seu amante e protetor para uma esposa. — Giles ergueu o copo para Simon e, depois, para Soren. — Quiçá ela esteja à procura de outro, Soren. O que acha de sua beleza e seu comportamento?
Soren abriu a boca para falar, mas, em vez disso, riu.
— Vou esperar para ver como as coisas vão entre Simon e a esposa. Ele pode acabar logo de volta à cama de Alianor, e meus esforços teriam sido em vão.
O violento xingamento proferido por Simon acabou com a discussão sobre sua amante e assustou algumas pessoas mais próximas. Virando-se de costas para eles, abaixou a voz:
— Eu estava falando de Elise, seus imbecis, não de Alianor.
— Simon virou o resto do vinho. — Desgraçados — praguejou, baixinho.
— Sem dúvida, milorde — disse Giles, acenando com a cabeça. Aproximando-se, bateu nas costas de Simon e riu. — Só queríamos tranquilizá-lo.
— Sou assim tão transparente? — Simon podia sentir a ansiedade crescendo dentro de si enquanto esperava pela noite... e por levar Elise para a cama. Desejava-a desde que a vira descer do cavalo em frente ao castelo e, agora que ela era sua aos olhos da lei, desejava-a ainda mais.
— Tanto quanto qualquer outro noivo, Simon — disse Brice.
Tomando a olhar através do salão, ele a viu sorrir e concordar com algo dito por uma mulher. Seu corpo reagiu intensamente à beleza e à feminilidade de Elise. A ideia de abraçá-la, tocá-la, sentir o gosto do seu perfume e iniciá-la nos prazeres da cama conjugal fizeram-no tomar a enrijecer.
Então, enquanto via seus amigos mirando-a, foi atingido pelo ciúme.

2-A Noiva Do Guerreiro

Série Cavaleiros da Britania - Editora




Um guerreiro nobre, uma esposa digna.

Enfim, Brice Fitzwilliam recebera sua recompensa: um título de nobreza e as terras de Thaxted.
Agora, faltava apenas exigir a noiva que lhe fora prometida!
Porém, Gillian de Thaxted não aceitava a humilhação de ser entregue como um prêmio!
Ela jamais se submeteria aos caprichos do inimigo.
Mesmo que seu físico poderoso, seus profundos olhos negros ou o modo carinhoso como a cobria todas as noites amolecessem seu coração.
Afinal, Brice apenas estava cumprindo seu dever como marido.
Entretanto, noite após noite a obrigação se torna um prazer.
Agora, talvez exista um ponto frágil na cota de malha de Brice... e a paixão por sua esposa possa dominá-lo!

Capítulo Um

Floresta Thaxted, nordeste da Inglaterra, Março de 1067
O chão começou a tremer sob os pés dela e Gillian tentava entender o motivo. O dia estava bonito, apesar do frio do inverno, mas não havia nuvens no céu.
Ela olhou para cima e não viu nenhum sinal de tempestade que pudesse causar o estrondo ruidoso que escutava.
Puxando o capuz para trás, Gillian foi até a estrada e olhou para um lado e para outro.
Logo ela percebeu a razão de tanto barulho e correu para se esconder de novo no emaranhado de arbustos na beira da estrada.
Feliz por ter encontrado um manto marrom escuro na hora da correria para fugir, ela se cobriu com ele e ficou imóvel enquanto o numeroso grupo de cavaleiros e guerreiros montados passava por ela.
Como viu que eles pararam logo adiante, ela continuou imóvel e tentou não respirar, com medo de ser descoberta e capturada por esses desconhecidos.
Eles falavam numa língua que era uma mistura de francês normando e inglês, mas estavam longe demais e falavam baixo, portanto ficou impossível para ela entender. Gillian permaneceu abaixada e esperou que eles se afastassem.
Quando ouviu alguns homens desmontarem e virem na direção dela, começou a tremer. Ser capturada sozinha nesses tempos difíceis era morte na certa, e Gillian tinha feito de tudo para escapar disso.
A decisão de sair de casa e se esconder no convento não foi tomada às pressas, sem considerar as consequências, mas Gillian tinha poucas alternativas.
Ou ela se casava com um velho que seu irmão, Oremund, havia arranjado, ou com o guerreiro normando que o duque invasor tinha enviado para se apossar de tudo que era dela.
O único jeito era ficar ali escondida e rezar para que os guerreiros fossem logo embora, para que ela pudesse seguir para o convento.
Gillian esperou enquanto os homens pareciam discutir sobre alguma coisa e ficou quieta, tentando não
chamar atenção quando as vozes se aproximavam.
Ouviu que citaram o nome da sua casa, assim como o do seu irmão. Se ao menos falassem seu idioma e mais devagar, talvez ela conseguisse entender melhor o que diziam!
Depois de uma demora que parecia interminável, os homens começaram a se afastar, falando alto para os outros, que não tinham visto nada.
Ela levantou a cabeça com cuidado e viu que eles partiam.
Porém, um dos cavaleiros ficou ali na estrada, não muito longe de onde ela estava. Em vez de seguir os outros, ele tirou o elmo, segurou-o embaixo do braço e se virou.
Gillian levou um susto e quase gritou.
Alto e musculoso, ele era o homem mais bonito que ela já tinha visto, mais até do que seu primo, que era tido como o sonho de toda mulher.
O cabelo louro não estava cortado curto como os normandos costumavam usar, mas era longo e caía solto em torno do rosto.
Pela distância que estava, não dava para ver a cor dos olhos dele, mas o rosto era bem interessante e másculo, apesar de ser normando.
Um normando!




1-Senhora Do Dominador

Série Cavaleiros da Bretanha - Editora



Ela é sua prisioneira... e também noiva!

Forte, atroz e nobre, Giles Fitzhenry é um guerreiro que, embora bravo, jamais fora capaz de superar sua origem ilegítima.
Ao se apoderar de Taewood, exige se casar com lady Fayth para assim tornar-se o senhor do castelo, das terras e do povoado.
A fim de salvar seu legado, lady Fayth aceita a união forçada.
Porém, a cada minuto que passa anseia livrar-se do marido indesejado, ainda que sinta seu corpo tremer sempre que seus olhos cruzam com o penetrante olhar dele.
Após ter se apropriado de riquezas, Giles agora terá uma grande batalha a enfrentar: conquistar sua amada, e se permitir ser dominado por ela!

Capítulo Um

Hastings, Inglaterra 14 de Outubro de 1066
— Continue com este discurso e você se tornará viúva antes mesmo de se casar — ameaçou Giles Fitzhenry, guerreiro de William, o Conquistador.
O sangue escorreu do corte que havia em sua testa e pingou no ombro da senhora, mas ele não a largou. Levaria apenas alguns segundos para esganá-la, e ele jurou a si mesmo que o faria se ela pronunciasse os votos.
Giles se virou para a pequena multidão silenciosa na capela e deixou que eles vissem o punhal que apontava para as costelas da mulher, mostrando que a mataria se alguém interferisse.
Sua vítima se moveu junto com ele, segurando-lhe a mão como se pudesse detê-lo. Lady Fayth de Taerford deveria ter pensado nas consequências de seus atos antes que ele chegasse.
Antes que o exército dele e seus homens morressem em batalha pelo castelo... e pela sua posse.
Giles acenou para Roger, que colocou a espada no pescoço do companheiro da senhora nesse crime, enquanto aguardava uma resposta.
— O castelo e as terras agora são minhas, assim como você. Dependendo do que disser, a morte do seu companheiro pode ser lenta ou rápida. — Giles observava a troca de olhares entre ela e o homem a poucos metros de distância. Ele sentiu seu corpo ceder antes de pronunciar palavras de rendição.
Fazendo um esforço para ignorar as curvas femininas que tinha sob os braços dele, soltou um pouco a mão e abaixou o punhal para lhe dar a chance de escolher.
— Vai escolhê-lo como marido em vez de mim? — ele perguntou em voz alta.
— Não — sussurrou ela, no silêncio que reinava na capela. Com a sua rendição, os homens dele cercaram os convidados e os obrigaram a sair da capela.
Sem soltá-la, ele fez sinal para o auxiliar e depois para o homem que ela escolheu como marido.
— Mate-o. O padre protestou em voz alta, mas os homens ignoraram o velho senhor e se prepararam para cumprir as ordens de Giles. Foi a voz baixa de Fayth que o deteve.
— Meu lorde — disse ela baixinho, tentando fitá-lo nos olhos. Mas o movimento provocou novo sangramento que sujou ainda mais sua roupa. Só quando ele aliviou a mão foi que ela pôde falar mais alto. — Eu lhe imploro, meu senhor. Ele não tem culpa. Tenha piedade, meu senhor. Tenha piedade. — Ela inclinou a cabeça para trás, oferecendo-se em sacrifício.
Mais tarde, ele entenderia que foi a vontade de pôr um fim ao derramamento de sangue que o fez ceder.
Ele se convenceria de que nunca pensara em matar o homem enganado por sua noiva para atrapalhar seu direito a ela e às terras.


2- NOS BRAÇOS DO CONQUISTADOR




O forte, valente e honesto Giles Fitzhenry era um guerreiro que não havia conseguido desfazer-se da vergonha de ser um filho bastardo.

Para salvar a sua gente e a suas terras, lady Fayth devia casar-se com aquele poderoso cavalheiro bretão contra sua vontade.

Ela desejava desfazer-se do marido, mas não podia negar o desejo que crescia em seu interior cada vez que Giles Fitzhenry a observava com seu penetrante olhar


Nota da Revisora Jaque: Adorei revisar esse livro.
É uma história de descobertas. Ele, um bastardo, aprendendo como ser um Lorde, após ganhar um titulo de nobreza e terras do futuro Rei.
E ela aprender a compreender e aceitar o novo Lorde de suas terras e de seu coração.
Tinha momentos que morria de ódio das atitudes dele e da sua falta de confiança que tinha nela, afinal ele era o intruso.
Mas eles vão aos pouco se conhecendo e aprendendo a lidar com a nova situação.

Capítulo Um

—Termine essas palavras e será viúva antes de esposa.
As palavras foram sussurradas com frieza por Giles Fitzhenry, cavalheiro nomeado por William o Conquistador.
O sangue da ferida que tinha sobre o olho escorria por seu rosto e caiu no ombro da dama, mas não deixou de agarrá-la com força.
Sabia que não custaria nada apertar seu pescoço e sufocá-la.
Prometeu a si mesmo e depois em voz alta que o faria se ela ousava completar as palavras dos votos matrimoniais.
Giles virou para olhar às pessoas que enchia a pequena capela.
Ficaram em silêncio e ele se afastou ligeiramente para que vissem a adaga que sustentava contra as costelas da dama.
Com o gesto deixava claro que ela morreria se alguém decidisse intervir.
A dama agarrava sua mão como se acreditasse ser capaz de detê-lo.
Giles pensou que lady Fayth de Taerford deveria haver pensado melhor sobre as conseqüências de seus atos antes que ele chegasse.
Antes que seus homens e os dela tivessem morrido na sangrenta batalha pela fortaleza.
Giles fez um gesto para Roger e este colocou a espada sobre o pescoço do cúmplice da dama, esperando a resposta de lady Fayth.
—A fortaleza e as terras são minhas, agora, senhora e também vocês. As palavras que escolher não fará diferença a não ser determinar que seu prometido morra lentamente ou de maneira imediata.
Viu como ela olhava o homem que Roger segurava a poucos metros de distância.
Sentiu seu corpo relaxar antes que ela pronuncia-se as palavras de rendição.
Teve que fazer grande esforço para ignorar as suaves curvas que tinha entre seus braços e se afastou ligeiramente da dama, baixando a adaga.
—Toma a ele como marido em vez de mim? —perguntou em voz alta.—Não. — sussurrou ela com a voz rouca.
Suas palavras romperam o terrível silêncio da capela.
Após ouvir sua rendição, os homens de Giles rodearam os de lady Fayth e tiraram todo mundo da capela. Sem soltá-la, fez um gesto a seu segundo comandado e olhou depois ao homem que ela tinha escolhido para marido.
— Matem - ordenou.



Série Cavaleiros da Britania

3- O MERCENÁRIO

Brice Fitzwilliam por fim pagou sua dívida:
honrado com o título e as terras de Thaxted, o guerreiro aguarda para reclamar à noiva virgem prometida.

Mas Gillian de Thaxted não aceitará ser o prêmio de nenhum homem.
Não se submeterá ao poderoso físico do cavaleiro conquistador, nem aos penetrantes olhos escuros ou ao audaz modo em que seus braços a envolvem de forma protetora a noite…
Brice tinha pensado agradar a sua nova esposa impelido pelo dever… mas noite após noite era um prazer para ele.

Agora corre o perigo de revelar uma falha em sua armadura sucumbir totalmente a sua nova esposa…

Nota Revisora Ana Claudia: No início achei a história meio parada, mas aos poucos fui sendo conquistada pelo casal de protagonistas.
Ela forte e corajosa apesar de todos os maus tratos e sofrimento causados pelo meio irmão mesquinho e ganancioso. Ele, decido a protegê-la a qualquer custo.
Enfim vale a pena ler o livro.

Capítulo Um

Bosque de Thaxted, nordeste da Inglaterra
Março 1067
O chão sob seus pés começou a tremer e Gillian procurou uma causa.
Era um dia agradável, tendo em conta que o inverno ainda cobria tudo, mas não havia nuvens no céu azul e brilhante.
Olhou para cima e não viu sinais de tormenta iminente que pudesse causar o estrondo que estremecia a região.
Tirou o capuz, foi para o meio da estrada e olhou para diante e para trás. Imediatamente se deu conta de qual era a razão do ruído e voltou a esconder-se na vegetação que margeava o atalho.
Deu graças a Deus por ter roubado uma capa marrom escuro em sua fuga, envolveu-se com ela e ficou deitada, muito quieta, enquanto os cavaleiros e guerreiros a cavalo passavam velozmente diante de seu esconderijo.
Quando se detiveram a pouca distância dela, Gillian nem sequer se atreveu a respirar por medo de ser detectada e capturada por aqueles soldados desconhecidos.
Muito distantes e baixas para ouvir e compreender, suas palavras eram uma mescla de francês normando e inglês.
Gillian manteve a cabeça encurvada e aguardou que seguissem seu caminho.
Quando ouviu que desciam dos cavalos e caminhavam pelo atalho, seu corpo começou a tremer.
Ser descoberta sozinha naqueles tempos tão perigosos era um convite à morte ou algo pior, algo que Gillian tinha tentado por todos os meios evitar.
Sua decisão de partir de casa e fugir para o convento não tinha sido tomada de maneira precipitada, ou sem pensar nas conseqüências, mas suas opções eram limitadas e não muito atraentes: o casamento que seu irmão Oremund tinha arranjado com um velho asqueroso ou o que tinha arranjado o duque invasor com um guerreiro normando corrupto em seu intento por destruir tudo o que lhe era prezado.
Só o que podia fazer era manter-se escondida e rezar para que aqueles soldados seguissem e ela pudesse continuar sua viagem para o convento.
Gillian aguardou enquanto os soldados discutiam sobre algo e prendeu a respiração uma vez mais, tentando não chamar sua atenção quando as vozes se aproximaram do lugar onde estava escondida.
Reconheceu o nome de sua casa e o de seu irmão também. Se ao menos falassem seu idioma, ou se ao menos falassem mais devagar para que pudesse tentar entender alguma de suas palavras.
Depois do que lhe pareceram minutos intermináveis, os homens começaram a afastar-se e a dizer ao outros que não tinham visto nada.
Gillian levantou a cabeça com cuidado e lentidão, e observou quando se retiraram. Mas um cavaleiro permaneceu no caminho, a poucos metros de onde ela estava.
Em vez de seguir aos outros, tirou o elmo, o colocou debaixo do braço e se voltou.
Gillian não pode conter um suspiro.
Era alto e musculoso, o homem mais atraente que jamais vira.
Mesmo levando em conta a seu primo, que era considerado como o sonho de toda mulher. Seu cabelo loiro não era curto, ao estilo normando; em vez disso caía livremente ao redor do rosto.
Daquela distância não podia ver a cor de seus olhos, mas seu rosto era anguloso e masculino, muito charmoso apesar de ser normando.
Um normando! E um normando com armadura de batalha!
Santa mãe de Deus! Que o senhor tivesse piedade dela!

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terça-feira, 4 de novembro de 2014

O GUERREIRO SEM ALMA

O  GUERREIRO  SEM  ALMA
(Midnight’s Bride)
Sophia Johnson


Escócia, 1073

Coração de guerreiro...
Alma de amante!

Mereck de Blackthorn jurou que jamais se apaixonaria, pois fora amaldiçoado com o poderoso sangue dos Sem Alma. Contudo, ele precisava se casar, e ao conhecer Lynette de Caer Cadwell, viu-se disposto a afastá-la do jugo do pai violento, ainda que se recusasse a lhe entregar o coração...
Com um pai cruel e determinado a livrar-se dela, a corajosa Lynette não conseguiu evitar o casamento com o temível Mereck. Logo, porém, descobriu que Mereck não era o bárbaro selvagem que ela imaginava, e que os beijos daquele homem a incendiavam por dentro, despertando uma paixão intensa e avassaladora, que ela ansiava por libertar...


Querida leitora,
Abrir um livro de Sophia Johnson é como abrir um portal para uma viagem no tempo, para outra época e outro lugar, um mundo de sonho e fantasia onde a nossa imaginação corre solta! Embarque nesta aventura fascinante, em que um valoroso guerreiro se casa com uma jovem para protegê-la da violência do pai, mas se recusa a entregar o coração, e veja do que é capaz uma mulher apaixonada para resgatar em um homem ferido pelo passado a capacidade de amar outra vez...
Leonice Pomponio Editora

Sophia Johnson transfere para as histórias que escreve a sua personalidade vivaz e alegria de viver. Essa sensibilidade de emoções, aliadas à imaginação e ao talento, e mais o hábito de pesquisar constantemente o estilo de vida e costumes de épocas passadas, resulta em romances que fascinam os leitores!



Prólogo
Castelo Blackthorn, Escócia, 1050
O jovem Mereck de Blackthorn espiava a mulher corcunda, que se arrastava com os pés retorcidos e as per¬nas tortas. Ela exigira entrada nos portões do castelo com voz surpreendentemente forte, que tinha se sobreposto ao falatório da multidão e aos ruídos das carroças e dos cascos dos cavalos.
— Meu nome é Beyahita e vim para contar a história dos Baresark mais conhecidos como Sem Alma.
A voz da mulher causava arrepios, mas Mereck aproxi¬mou-se mesmo assim. Beyahita, mais astuta do que a apa¬rência levava a crer, havia feito um acordo com lady Neilson, que com freqüência buscava avivar as longas noites de in¬verno com contadores de histórias. Em troca de comida e abrigo, ela tinha prometido uma nova narrativa a cada noi¬te. Contaria as lendas do País de Gales sobre os Sem Alma, homens que se transformavam parcialmente em animais quando enraivecidos.
Naquela noite sem lua, após todos terem jantado e as crianças terem sido levadas para a cama, Mereck saiu nas pontas dos pés do quarto que dividia com o meio-irmão e os primos. Os dentes tremiam, por isso apertou o manto que trazia nos ombros. Conforme ele avançava rente às paredes escuras do grande salão, Beyahita dava início à primeira narrativa.
— Um menino robusto de nome Gruffyd nasceu à meia-noite do último dia de junho no ano de 943. O bebê deu o seu primeiro grito quando a mãe suspirou pela última vez. Logo se descobriu que Gruffyd era um ser único, pois podia escutar os pensamentos dos outros.
Ela fez uma pausa e procurou Mereck com o olhar no canto mais escuro do salão. Gesticulou com a mão em forma de garra e a voz se elevou.
— Quando possuído pelo temperamento de Lúcifer, ele se tornava tão enraivecido que não tinha consciência do que fazia. Espumava e uivava como um animal. Aqueles que testemunharam seus ataques de fúria chamavam-no de Gruffyd, o Sem Alma, em homenagem aos horrendos guer-reiros de Odin. Gruffyd cresceu, tornando-se mais forte do que a maioria dos homens, e se casou com uma mulher frágil de nome Elgin. Ela também deu à luz numa noite escura. Logo depois, ficou demente e balbuciava que o marido havia roubado seus pensamentos. Certo dia, após Gruffyd ter en¬tregado a ela o filho Aeneas, Elgin subiu, atordoada, até o alto do castelo com o bebê nos braços, ameaçando se jogar. O marido apaixonado pegou sua mão, desesperado, tentando evitar um desastre, mas ela, com a força que só os loucos têm, se desvencilhou. Gruffyd conseguiu arrancar o menino dos braços da mãe, mas não pôde evitar que ela se atirasse contra as rochas.
Mereck estremeceu e se aproximou ainda mais da parede. Todos os presentes se inclinaram para frente quando a voz da velha senhora ficou mais baixa.
— Logo se espalhou o boato de que, por ter roubado os pensamentos de Elgin, Gruffyd roubara sua razão, enlouquecendo-a. Os homens que ousaram contar essa história desapareceram. — Ela olhou ao redor, a voz mais alta a cada palavra. — Quando esses homens foram encontrados, descobriu-se que haviam sido brutalmente assassinados, as línguas e partes do corpo arrancadas como se tivessem sido atacados por um bicho.
Ninguém notou Mereck, o filho bastardo de Donald Morgan e Aeneid ap Tewdwr, uma galesa capturada, es¬condido nas sombras. Tampouco viram o olhar da mulher fixo no menino. Somente ele percebeu.
Noite após noite, ela narrou a história de mais uma ge¬ração amaldiçoada. Depois de Gruffyd, foi a vez de Aeneas e Fallon, de Gilbride e Lienid. Todas as mulheres deram à luz em noites sem luar. Todas ficaram insanas e morreram depois do nascimento dos filhos. Mereck, aterrorizado, ab-sorvia a lenda.
Uma noite Beyahita começou a última história.
— Sussurra o vento que mais um herdeiro direto de Gruffyd, um século após seu nascimento, veio ao mundo na meia-noi¬te escura do último dia de junho do ano de 1043. Esse menino foi condenado a matar a própria mãe no parto e está desti¬nado a destruir qualquer mulher que venha a amar. — Ela riu como uma demente e apontou o dedo esquelético na di¬reção de Mereck.
Aquela era a data de nascimento dele e Beyahita acabara de falar de sua mãe. O garoto escondeu o rosto na tapeçaria suspensa. Não queria ser um Sem Alma. Só queria ser um menino amado pelos pais, como o meio-irmão Damron.
Jamais entregaria seu coração a uma mulher. Nunca amaria. Pois descobrira como a mãe havia morrido. Ele a tinha matado.

Capítulo I
Castelo Wycliffe, Inglaterra, 1073
Lynette observava com olhos arregalados o homem que estava diante da lareira. Era mais baixo do que ela, as calças sujas pendiam sobre os ossos finos, a túnica, man¬chada com os alimentos que consumira nos últimos dias, estava suspensa em um ombro estreito. O barão Thomas Durham tinha, talvez, uma dúzia de fios de cabelo, ainda menos dentes e a audição prejudicada.
— Virgem Santa! Ele é mais velho que o senhor, papai! — Lynette exclamou. — Pensei que vomitaria o desjejum quando ele tocou minha mão. Não suporto pensar em me casar com ele. Não! Jamais!
— Vai, sim — disse o barão Wycliffe cheio de ódio. — Fingir estar grávida não mudará isso — acrescentou, en¬fiando um dedo no travesseiro escondido sob as roupas da filha. Ele é seu décimo pretendente em meses e suas irmãs já se cansaram de esperar que você encontre o marido perfeito. Esse homem não existe. — Ele esmurrou a mesa, cuspindo ao esbravejar. — Garota detestável, já tem dezoito anos e logo estará velha demais até mesmo para um homem como o barão.
— Ele é magro demais. — Revirou os olhos com desagra¬do. — Toda vez que me vê, a baba escorre por entre os poucos dentes podres que tem. Ele tentou agarrar meus seios.
O homem cambaleante a observava com cobiça.
— Ficarei em meu quarto até que ele vá embora. Não me casarei com ele, nem hoje, nem nunca!
— Recuse e sentirá o peso de minha bengala em suas costas — o pai ameaçou. — Não comerá nada além de pão e água até voltar à razão. — Ele a levantou da cadeira com tanta força que a derrubou no chão.
O pretendente observava a cena sorrindo.
— Mostre a ela, milorde, que falamos a sério. Casaremos assim que ela parir — disse, deixando de sorrir quando o pai levou a filha pelos cabelos para fora do salão.
Não pela primeira vez, o barão Wycliffe jogou a filha para dentro do quarto, trancando-a. Sempre que desprezava um pretendente, ele batia nela e tentava obrigá-la. O pai não avaliava sua forte determinação.
O sol já começava a se pôr quando a porta foi aberta pelas meias-irmãs. Ao ver as criadas trazerem uma tina para o banho, Lynette logo se pôs em guarda, pois o pai nunca permitia que ela se banhasse após terem discutido.
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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

TRILOGIA MC CABE



Na Cama com Um Highlander

McCabe #1
LIVROS

Ewan, o mais velho dos irmãos McCabe, é um guerreiro decidido a destruir o seu inimigo. Agora que o momento é ideal para a guerra, os seus homens estão preparados e Ewan quer reaver aquilo que lhe pertence - até que uma tentação de olhos azuis e cabelo negro se atravessa no seu caminho. Mairin pode muito bem ser a salvação para o clã de Ewan, mas, para um homem que sonha com vingança, as questões do coração são um território desconhecido a conquistar.
Mairin é filha ilegítima do rei e é senhora de propriedades valiosas que a obrigaram a esconder-se e a desconfiar do amor. Os seus piores receios acabam por acontecer quando é salva do perigo mas depois obrigada a casar com o seu salvador, Ewan McCabe, um homem carismático que está habituado a mandar. Mas a atração que sente pelo seu novo marido fá-la desejar o seu toque; o seu corpo ganha vida com a mestria sensual dele. E à medida que a guerra se aproxima, as forças, o espírito e a paixão de Mairin obrigam Ewan a derrotar os seus próprios fantasmas e a entregar-se a um amor que significa mais do que a vingança e a terra.






Sedução nas Highlands

McCabe #2
 

 Alaric McCabe, inteiramente leal ao seu irmão mais velho, lidera o seu clã na luta pelo que lhes pertence por nascimento. E está também preparado para se casar por dever. Mas, quando vai a caminho de pedir a mão de Rionna McDonald, filha de um chefe das terras as mais próximas, sofre uma emboscada e é deixado como morto. A sua vida é milagrosamente salva pelo toque suave de um anjo das Highlands, uma beldade corajosa que porá à prova a lealdade de Alaric para com o seu clã, a sua honra e os seus desejos mais íntimos.
Keeley McDonald, uma pária do seu próprio clã, foi traída por aqueles que amava e em quem confiava. Quando o cavaleiro ferido cai do seu cavalo, ela sente-se atraída pelo seu corpo esbelto e forte. O brilho dos seus olhos verdes acende nela a chama da paixão, que os acompanhará até ao castelo de Alaric, onde o seu amor proibido os levará mais longe nos prazeres da carne. Mas à medida que a conspiração e o perigo se fecham à sua volta, Alaric vê-se obrigado a fazer uma escolha impossível: irá ele trair os seus laços familiares pela mulher que ama?
                                 
                                           

Nunca te Apaixones por um Highlander
McCabe #3
 

 O coração jovem e rebelde de Caelen McCabe quase destruiu o seu clã. Chegou a hora de colocar a lealdade à família acima de tudo o resto e casar com a noiva abandonada pelo irmão mais velho, salvando assim a frágil aliança entre dois clãs. Mas embora a bela Rionna McDonald seja uma mulher perfeitamente aceitável para qualquer homem, a verdade é que Caelen não confia em mulher nenhuma, especialmente nesta doce sedutora que ele tanto deseja.
Claro que Rionna é uma vítima nos jogos de poder do seu pai, mas ela está determinada a cumprir o seu dever, ao mesmo tempo que jura proteger o seu coração e o seu orgulho de qualquer humilhação. Mas, apesar de tudo, o calor do toque de Caelen faz com que as suas defesas derretam e ela deseja intensamente as delícias sensuais de um marido que guarda as suas emoções com a mesma ferocidade com que guarda o seu clã.
Quando explode a derradeira guerra pelo legado McCabe, o verdadeiro espírito guerreiro de Rionna vem ao de cima. Ela irá arriscar a ira do seu pai, a fúria dos seus inimigos e a própria vida para provar a Caelen que o seu amor é demasiado precioso para se perder.

                                                       

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

SÉRIE STERLING


1- A Esposa Perfeita
2-Um Noivo Perfeito
3- Um Herói Perfeito







Devon Saint James, filha bastarda de uma perceptora, sobrevive como pode no escuro e fedorento bairro de Saint Gilles. 

Uma noite é assaltada por dois criminosos que deixam o seu corpo nas ruas frias e sujas da cidade.
Mas o destino quer que naquela mesma noite, Sebastian Sterling, Marquês de Thurston, vá até ao bairro à procura do seu irmão rebelde, e pela localização das tabuletas e bordeis, depara no seu caminho com o corpo da jovem moribunda.Quando Devon recobra a consciencia desperta em um quente e confortavel quarto, debaixo do atento olhar do homem mais bonito que alguma vez imaginara.


Prólogo


Inglaterra, 1794

Sebastian Lloyd William Sterling estava deitado na cama.
Com os olhos muito abertos e um nó frio e apertado no estomago, olhava para as sombras que havia na parede do seu quarto. Não tinha nenhuma intenção de dormir, por mais que fechasse os olhos com força quando Nana entrou por um momento antes para ver conciliara o sono.
Sempre que a sua mãe e o seu pai discutiam, o sono negava-se a aparecer. 
A janela de Sebastian estava aberta, o dia havia sido quente para finais de Setembro, e o seu quarto situava-se diretamente em cima dos posentos da sua mãe. Através da noite, através da escuridão, chegavam-lhe as suas vozes.
Claro que não era a primeira vez que os ouvia discutir. 
Esse ano fora particularmente sangrento, não só em Londres, durante a época do isolamento, mas aqui em Thurston Hall. Acontecia sobretudo quando tinham convidados porque a marquesa adorava entretê-los. Naquele momento discutiam acerca das suas infidelidades, da sua natureza frívola e alegre.
As observações provinham do seu pai, William Sterling, marquês de Thurston, que não era um homem muito inclinado a esquecer as coisas que lhe desagradavam. Muito pelo contrario, preferia impor castigos e criticar. Desde que Sebastian raciocinava, não se lembrava de uma só vez em que o pai lhe dirigira palavras de reconhecimento; nem a ele nem a ninguém.
Quando Sebastian foi para a cama, sabia que a discussão dessa noite seria inevitável. Havia esperado tensamente pelo momento em que começasse, visto que os pais deram uma festa na sua casa de campo nesse fim de semana e o último convidado havia saído há algum tempo.
Mas a dessa noite foi uma das piores. Sebastian tapou as orelhas com as mãos, tentando afastar o som que não cessava. O seu pai discursava retoricamente, e gritava e amaldiçoava. A mãe queixava-se, defendia as suas razões, e gritava.
Ele não podia detê-los. Ninguém podia. Quando discutiam, os empregados desciam as escadas nas pontas dos pés e mantinham-se à distancia.
Por fim, ouviu-se uma porta batendo no andar de baixo, e a casa ficou de repente em silencio.
Sebastian sabia que o pai se retiraria para o escritório com uma garrafa de genebra. Ai!, teria um humor de cão pela manhã, já podia ver aqueles olhos vermelhos e inchados que o olhavam com a testa franzida, uma visão que o fazia temer a chegada do novo dia. As lições de leitura estavam programadas para o dia seguinte, e o marquês sempre assistia nesse horário quando residiam na residência de Hall. 
Embora estivesse habituado aos seus comentários e 
as duras acusações, sem sombra de dúvida a manhã seguinte seria mais torturante do que o normal. O rapaz suspirou. Também teria que manter o seu irmão mais novo, Justin, afastado. Ele sabia contornar o mau humor do seu pai, mas Justin não.
Na escuridão, o pequeno ficou deitado sem mover um músculo, sem fazer um ruído. Ficou assim um bom tempo e, finalmente, saltou da cama e cruzou o corredor.
Tinha o hábito de fazer uma visita aos seus irmãos quando os pais discutiam, para se assegurar de que estavam bem. A razão, desconhecia-a. Talvez fosse por ser o mais velho e, portanto, era seu o dever de cuidar deles.
Saiu furtivamente para o corredor. Nana estaria dormindo, sem dúvida (ouvira os roncos que chegavam do seu quarto). Uma vez dera uma bronca quando o descobriu na biblioteca no meio da noite. Ao contrário das outras crianças, Sebastian não temia a escuridão. Muito pelo contário, a noite era uma oportunidade para desfrutar da solidão que raramente encontrava durante o dia. Sem tutores, sem Nana a vigiá-lo, sem criados que controlassem os seus passos.


Um Noivo Perfeito

Série Sterling




Orgulhoso da sua reputação de malandro, Justin Sterling está destindo a ser o primeiro a deitar-se com «a Inalcançável» - a debutante mais apetitosa da temporada - e ganhar a aposta da qual todo o mundo fala. 

Contudo, nunca esperou que a feiticeira em questão fosse Arabella Templeton, a que uma vez lhe roubou o coração e que ainda o possuía. Agora, o admirável desavergonhado terá que lhe provar a ela que as suas intenções são honoraveis… enquanto salvaguarda a sua fama de malandro em Londres. Arabella só se casará por amor... e não precisa que o seu adversário de infância aja como seu auto nomeado guardião! 
Embora o arrogente malandro pareça ser sincero, ela é muito consciente do seu historial como libertino e não cairá nas redes do seu considerável encanto e magnifica aparência. 
Pois seria uma autentica loucura que Arabella ignorasse a voz da razão que lhe sussurra constantemente «tem cuidado!» e, no seu lugar, ouvisse o seu coração traiçoeiro que não pára de insistir no que Justin Sterling lhe poderia fazer sentir...

Prólogo

Sempre soube que era um canalha. Apesar das crianças da família Sterling terem todos o mesmo parentesco e terem crescido na mesma casa, eram, sem duvida nenhuma, muito diferentes.
O irmão mais velho, Sebastian, era o responsável: resoluto e formal, estudioso e atento, até mesmo orgulhoso.
A sua irmã mais nova, Juliana, era carinhosa, a vitalidade da natureza.
Quanto a Justin...
Justin era o retrato vivo da sua mãe. Sim, era como a sua mãe, não só fisicamente (ele tinha herdado a clareza dos seus olhos, que brilhavam como a mais pura esmeralda; feições requintas e equilibradas, o belo cabelo escuro, mas... Bem, ele tinha herdado outras coisas também. Na verdade, ele estava convencido de que tinha herdado tudo.
Ainda me lembro daqueles primeiros anos após a fuga da sua mãe com o seu amante. Embora ele soubesse que a sua mãe tinha tido muitos amantes. Evidentemente, esta é uma daquelas coisas que ninguém fala abertamente, mas que se falam em voz tão baixa, em sussurros.
E sem ser um sobredotado, Justin era uma criança inteligente capaz de reparar em qualquer palavra sussurrada pelos criados, naqueles olhos que lastimavam como os três jovens tinham sido abandonados pela Marquesa e deixados à mercê de seu pai, um homem que dava a impressão de estar em desacordo com o mundo em torno dele.
Afinal, o seu pai não gostava dele. Não gostava de Sebastian. Nem sequer gostava da doce Juliana, a quem todos adoravam. E sobretudo, não gostava de Justin, o sempre irreverente Justin.
Os seus professores referiam-se a ele como uma causa perdida.
Carecia de disciplina e consideravam-no prejudicial, distraído e rebelde. Incapaz de sobressair nas suas aulas, como o fazia Sebastian.
Desde a mais tenra idade, soube que era uma sorte que Sebastian tivesse nascido antes dele. Justin sabia que não teria acarretado com dignidade o título de marquês de Thurston. De alguma forma, sempre fazia coisas que não devia. Pensava em coisas que não devia, dizia o que era melhor não dizer… especialmente diante do pai. Nunca estava de acordo com ele.
Não conseguia ficar quieto durante hora no mesmo sítio. Retorcia-se na sua cadeira. Olhava pela janela e desejava de todo o coração estar em qualquer outro sítio.
Justin detestou os estudos desde o primeiro dia em que se juntou ao seu irmão na aula. Um dia decidiu simplesmente que já tinha feito o suficiente.
Depois do almoço, saiu da aula sem dizer a ninguém. Devia saber que o seu professor, o senhor Rutherford, diria imediatamente ao seu pai. Provavelmente, fê-lo porque sabia que o faria.
O que nunca imaginou é que o seu pai deixaria as suas funções para o ir procurar. Para um rapaz de oito anos, era muito divertido ver como toda a gente saia para o procurar. Empoleirado no alto de uma árvore do jardim. Justin via os criados a correr pelos estábulos e pelos cantos dos domínios de Thurston Hall. Riu ao ver o pai a passar uma e outra vez junto à árvore. Até que, de repente, o pai parou… e olhou para cima.
Pelo brilhar do seu olhar, ficou claro que o marquês não aprovava o comportamento do seu filho






Um Herói Perfeito
Série Sterling




Prólogo 


Londres, 1814

Os murmúrios tinham começado a circular na igreja. Algo ia mal… muito mal. Apenas momentos antes, estava convencida de que não podia existir um dia mais perfeito…
O dia de seu casamento.
Na abóbada, os raios de sol iluminavam as vidraças da igreja de Saint George, situada na Hannover Square, alagando o interior da nave de uma luz efêmera e radiante.
Era um sinal. Assim tinha decidido a senhorita Julianna Sterling ao descer da carruagem e aproximar-se da igreja. Durante muito tempo, uma nuvem havia coberto a vida dos Sterling. Por isso, que tivesse saído um dia tão maravilhoso devia ser um símbolo da vida que lhe esperava, um bom agouro. Estava segura de que em um dia tão glorioso e dourado como esse, tudo tinha que sair à perfeição. Sua união com Thomas Markham seria abençoada como nenhuma outra.
E depois de alguns momentos de espera… estava começando a sentir os primeiros indícios de pânico. Thomas já deveria ter chegado. 
Onde estava?
Uma mão lhe tocou o ombro. Julianna levantou o olhar e se encontrou com os olhos cinzas de seu irmão mais velho. Se Sebastian se precaveu do murmúrio que provinha dos convidados, parecia preferir ignorá-los.
—Parece uma princesa —disse com voz rouca.
Julianna se esforçou em sorrir. Usava um vestido de seda fina, cor rosa pálido —seu favorito— coberto de cetim prateado. Sapatos rosa combinando, cobriam seus pés. As mangas eram de encaixe fino de Bruxelas e a prega do vestido tinha sido coberta com bordados de casulos de rosa brancos, engalanados aqui e lá de linho prateado. Mas possivelmente o elemento mais assombroso do conjunto fosse o comprido e elegante véu que caía por suas costas e arrastava pelo chão.
—Sinto-me como se fosse —admitiu brandamente— muito obrigado, senhor. Não posso negar que você também está espetacular.
—E eu o que? —perguntou outra voz, neste caso a de seu irmão Justin—, acaso não mereço o mesmo elogio?
Julianna enrugou o nariz.
—Desesperado é o que está —replicou— se necessitar que seja sua irmã que o adule.
—Descarada! —burlou-se Justin.
Rodeada de seus morenos e bonitos irmãos, Julianna deslizou suas delicadas mãos, cobertas com luvas de encaixe, pelo oco das mangas. Durante vinte e três anos, Sebastian e Justin a tinham protegido em tudo o que tinham podido, e não é que ela o tivesse querido ou necessitado, motivo pelo que os amava ainda mais.
Justin elevou uma sobrancelha e se dirigiu a Sebastian.
—Dado que normalmente é a mãe a que se encarrega de preparar a sua filha para a noite de núpcias, espero que tenha ensinado a nossa irmã tudo o que… como posso dizer forma delicada… precisa saber…
—Na realidade, pedi a Sebastian que deixasse a ti essa honra, Justin. Além do mais, consta-me que é um homem de grande experiência, não é verdade?
Eram estranhas as ocasiões em que se podia ver Justin incomodado. Julianna desfrutou do momento.
—Além disso —seguiu com voz melosa—, não preciso. Embora não seja uma mulher de grandes conhecimentos, estou muito orgulhosa de minha imaginação, por não falar do fato de que me fiz uma viciada em escutar detrás das portas quando era pequena e lhes contavam suas conquistas. Pode-se dizer que aprendi o bastante, assim não acredito que vá escandalizar me neste ponto.
Sebastian se endireitou.
—Que demônios está dizendo…?
—Julianna! —exclamou Justin—. Agora, deixa que te diga…
—Deixem de me olhar com essa cara de reprovação. —Pareciam tão escandalizados que não pôde conter uma gargalhada. Não podia imaginar-se que seria a última vez que riria esse dia.
Enquanto seus irmãos continuavam admoestando-a, deu uma olhada à nave da igreja. Desde que era uma menina, Julianna tinha sonhado casar-se na igreja de Saint George, construída há quase cem anos e onde se casou o filho do Rei, o príncipe Augusto. Graças a Sebastian, o sonho se realizava. Foi ele quem insistiu que o casamento tivesse lugar em Saint George.
Julianna não se opôs. Não era só um sonho de menina. Sabia que, para Sebastian, era também um símbolo de prosperidade e êxito. Tinham tido que percorrer um longo caminho para que a sociedade voltasse a admitir o nome dos Sterling. Depois da morte de seu pai, tinha sido Sebastian o encarregado de restaurar a respeitabilidade de seu sobrenome.
Os bancos de ambos os lados do corredor estavam cheios de gente. Julianna notou então que algumas cabeças começavam a girar-se e olhar o percurso que ia de onde eles estavam de pé junto à porta até a fronte do altar…
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A NOVA AQUISIÇÃO DO RANCHEIRO

A Nova Aquisição do Rancheiro


Quando a diligência que está levando Emma Martin para seu novo trabalho, em Denver, é atacada e roubada nos confins do Colorado ela é a única sobrevivente.

Ficará sozinha e apavorada no meio do nada ate ser resgatada por Lucas Butler, um fazendeiro da região que conhece apenas um caminho. O Seu caminho.
Quando Lucas Butler encontra Emma Martin naquela situação não tem outra escolha a não ser levá-la para a sua fazenda, mas logo a sua vida será virada de cabeça para baixo por uma mulher que não sabe como obedecer a suas ordens e nem ficar parada.
A batalha que se seguirá será um choque de vontades, um teste de temperamento e uma grande lição de amor.

Capítulo Um

- Você está pensando em algum motivo que não seja um problema de rotina?
Roda quebrada? Estrada ruim? Lucas procurava em sua mente outras razões que causasse um atraso tão grande, mas parou instantaneamente ao perceber que o xerife provavelmente já tinha descoberto algo por si mesmo.
O outro homem olhava sem parar para cima e para baixo da rua empoeirada enquanto mantinha as mãos nos quadris balançando ao mesmo tempo a cabeça, naquele momento ele demonstrava uma carranca tão fechada que marcava ainda mais o seu semblante já escurecido.
- Estou com um pressentimento muito ruim Lucas. - Você já verificou se ela deixou a cidade na hora certa? Perguntou Lucas.
- Sim, o telegrama que recebi mais cedo me informou que ela saiu dentro do horário programado e já que foi desta forma, mesmo com uma roda presa ou algo parecido já deveria ter chegado aqui há muito tempo. Lucas estudou por um momento o homem a sua frente fazendo um exame aprofundado da rua e pode perceber que a irritação escorria por sua espinha enquanto avaliava o que aquele atraso na diligência lhe custaria.
Deixando de lado a ideia de chegar a casa antes do anoitecer, voltou a sua mente para as pessoas inocentes que neste momento estariam numa situação ainda mais difícil do que a dele. Se ainda restasse alguém vivo.
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