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segunda-feira, 2 de março de 2015

UMA AVENTUREIRA EM MINHA VIDA


Uma Aventureira Em Minha Vida



Damian não a procurava deliberadamente nessas visitas, mas olhava-a de longe, intensamente.

Certa tarde, em agosto, ele notou algo de diferente em Meredith, como se estivesse excessivamente ansiosa, preocupada com algo mais.

Ela parecia não ouvir o que era dito e, quando ouvia, mal respondia.
Devia haver apenas uma explicação para o fato: talvez houvesse outra entrega de mercadorias na praia nessa noite.
Se assim fosse, poderia acontecer nova emboscada da Guarda Costeira?
Lembrava-se de que Meredith dissera terem sido avisados na outra vez e, pelo que Bart havia contado, tinham seguido deliberadamente para dentro da armadilha.
Ela estaria disposta a correr o mesmo risco?
Ela prometera a Bart...

Capítulo Um

— O céu logo vai clarear — observou o francês baixinho, olhando para o Armamento.
— É, mas a lua está em quarto crescente — comentou a figura leve, esbelta, a seu lado.
— Nem sempre temos tudo do nosso lado, mon arai.
— Pena... — Jacques franziu a testa diante da cena agitada, embora silenciosa, na qual um barco de pesca flutuava, em completa escuridão, enquanto homens se moviam, calados e diligentes, levando caixas e fardos para terra firme com uma familiaridade que dispensava palavras e até mesmo luz.
— Estaremos longe daqui antes de as nuvens se afastarem. Será você a enfrentar o perigo real, Meredit
— Não há nada de estranho nisso. — Ela ajeitou o gorro de lã.
— A Guarda Costeira tem se mostrado bastante irritada ultimamente. Não sei por qual motivo eles estão implicando de modo especial com as nossas atividades. — Meredith riu, acompanhada pelo francês.
— Aposto que isso só faz aumentar o seu prazer — comentou ele, meneando a cabeça.
— Você, como sempre, é um observador muito perspicaz.
— Observador e nada tolo, devo acrescentar, pois não ando atrás do perigo sem que haja um bom motivo. Começaram a andar pela areia em passos lentos.
Parece que estamos terminando Jaques afirmou, olhando para os homens que, depois de deixarem o carregamento empilhado, voltavam para o barco.
— Vamos embora agora, mas na esperança de voltarmos no mês que vem.
— Certo, porém acho que seria melhor mudarmos a posição do sinal combinado. Se tudo estiver bem, vamos colocar a luz de sinal em Devi’s Point, quatro noites após a lua nova. De acordo?
— De acordo. Fique com Deus até lá, então.
— Você também, Jacques. Meredith não esperou, depois do aperto de mãos, para ver o francês e sua tripulação voltar para o barco.
A tarefa que ainda tinham na praia era grande e perigosa; precisavam carregar os animais com os barris de conhaque, fardos de seda e renda, pacotes de fumo tão aguardados pelos fregueses nas aldeias e vilas do condado.
As entregas não poderiam ser feitas de imediato e, nessa noite, o contrabando seria transportado até a caverna segura além do penhasco, a dois quilômetros a oeste de onde estavam.
O grupo movia-se pela praia em direção à entrada estreita que levava à estrada para o penhasco e, ali, Meredith voltou-se para lançar um olhar ao Atlântico.
O barco dos franceses chegava agora além da arrebentação, seguindo próximo aos recifes escondidos, invisíveis aos desavisados.
Mas Jacques conhecia bem aquelas águas, e Meredith nem chegou a temer por ele.
Quando ela e os homens alcançaram o topo do penhasco, as nuvens começaram a se abrir e, por frações de segundo, a lua apareceu, clara, enviando sua luz prateada sobre o grupo todo.
— Somos como borboletas espetadas na ponta de um alfinete — comentou um dos homens.
— Se alguém se dispuser a nos alfinetar esta noite, Bart, teremos uma surpresa para eles — Meredith respondeu com um sorriso zombeteiro nos lábios, cheia de confiança.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

SÉRIE DAMA DE MAYFAIR


A Lista De Solteiros

Série Dama De Mayfair



Um trio de irmãs empreendedoras, de impecável pedigree, monta em segredo uma agência matrimonial.

A mais velha delas é Constance Duncan e, embora tenha seu próprio coração entregue ao trabalho, dedica-se a por em contato corações solitários, através do serviço de anúncios pessoais de seu popular jornal A Dama de Mayfair.
Mas um dia, Constance se sente irresistivelmente atraída por um homem que possui pontos de vista muito diferentes dos seus.
Trata-se de Max Ensor, um político cuja atitude antiquada a tira do sério, embora seu porte impressionante a fascine.
Está claro que só se pode fazer uma coisa com um homem tão exasperante, convertê-lo!

Capítulo Um

Constance Duncan saudou, com a cabeça, o porteiro que mantinha abertas as portas de vidro de Fortnum and Mason.

Na grande extensão de mármores do salão de chá a recebeu um murmúrio de vozes, que quase superava os impetuosos esforços do quarteto de corda que tocava no estrado situado no fundo da brilhante pista de dança.
Deteve-se um instante na soleira do salão, até que viu suas duas irmãs, em uma cobiçada mesa junto a uma das grandes janelas que davam a Picadilly. Mas a chuva golpeava as janelas e com muita dificuldade se via a rua que havia atrás do vidro ou Burlington House, justo do outro lado.
Sua irmã Prudence a viu ao mesmo tempo. Constance fez um gesto com a mão e passou rapidamente entre as mesas em direção a elas.
— Parece um rato afogado —observou Chastity, a mais jovem das três, quando Constance chegou a sua mesa.
— Obrigada, querida —respondeu sua irmã erguendo ironicamente uma sobrancelha. Sacudiu a água de seu guarda-chuva e o entregou ao empregado de fraque que se materializou ao seu lado. — Está chovendo muito —soltou o alfinete que segurava seu chapéu e o contemplou compungida. — Acredito que a pena de avestruz se danificou... Em todo caso, vai gotejar todo —estendeu o chapéu ao empregado. — Melhor que leve também isto. Possivelmente se seque no guarda-roupa.
— Certamente, Senhorita Duncan —o empregado tomou o chapéu, inclinou-se e partiu silenciosamente.
Constance afastou da mesa uma esbelta cadeira dourada e se sentou, abrindo as dobras de sua encharcada saias de tafetá. Tirou as luvas de pelica, alisou e colocou-as ao seu lado sobre a mesa. Suas irmãs esperaram com paciência até que esteve acomodada confortavelmente.
— Chá, Con? —Prudence levantou o bule de prata.
— Não. Acho que tomarei uma dose de xerez —disse Constance voltando-se para a garçonete que já estava junto à mesa. — Estou tão gelada e encharcada que daria na mesma estar em um brejo com os patos, e olhe que até estamos em julho. Ah, pães doces torrados, por favor.
A garçonete fez uma rápida reverência e se afasto apressadamente.
A Prue e a mim a chuva não pegou —disse Chastity. — Começou justo quando chegávamos —esticou um dedo para capturar miolos de bolo de seu prato. — Acha que poderemos permitir pedir outro destes deliciosos doces, Prue?
Prudence suspirou.
— Não acredito que vamos nos arruinar por seu amor ao doce, Chas, é a menor de nossas preocupações.
Constance olhou fixamente a sua irmã.
— Que foi Prue? Algo novo?
Prudence tirou os óculos e os limpou com o guardanapo. Olhou contra a luz com gesto de míope. Depois de decidir que a sujeira tinha desaparecido, colocou-os sobre a ponte de seu longo nariz.
— Jenkins veio me ver esta manhã e seu semblante era até mais sombrio que o habitual. Parece que papai encomendou, no Harper’s da Graceful Street, um barril de Porto e que preencheu a adega com uma dúzia de caixas de um Margaux muito especial. O Senhor Harper enviou a papai uma fatura atrasada bastante considerável, com o amável pedido de que a liquide antes de entregar o novo pedido...

A Noiva Escolhida

Série Dama De Mayfair







Você como recompensa!

Quando entrou no escritório de Gideon Malvern, tudo que Prudence esperava era que ele aceitasse sua proposta: defender o polêmico jornal que ela e as irmãs publicam anonimamente na cidade de Londres, e que está sendo injustamente processado.
Em troca ela se propõe a encontrar a mulher perfeita para se casar com ele e ajudá-lo a criar a filha.
Prudence sabe que o famoso advogado é capaz de defender o jornal sem deixar vir a público a identidade das três.
Para um homem que não recusa desafios, Prudence Duncan é uma tentação irresistível.

Além de contar com ele para defender um caso complicado, ela desperta em Gideon o desejo de descobrir a intrigante mulher que se esconde por trás daquela fachada de austeridade e, quem sabe, convencê-la a ser a candidata número um em sua lista de pretendentes a esposa...


Capítulo Um

Londres, 1906
— Aqui estão, srta. Prue. — A sra. Beedle pegou uma pilha de envelopes de uma prateleira alta na cozinha. — São poucas as cartas, hoje. Oh, esta tem um ar sério. — Ela separou um envelope comprido, de papel encorpado, e observou o nome do remetente, timbrado no alto, com indisfarçável curio­sidade.
Prudence bebericou o chá e não fez a menor tentativa de apres­sar a anfitriã. A sra. Beedle tinha um ritmo próprio de fazer as coisas... exatamente como o irmão dela, Jenkins... um homem que combinava os deveres de mordomo com os de amigo, assistente e, às vezes, cúmplice das três irmãs Duncan, na casa delas, na Manchester Square.
— Alguma notícia da srta. Con? — perguntou a mulher, de­positando finalmente os envelopes na mesa e pegando a chaleira.
— Oh, recebemos um telegrama ontem. Eles estão no Egito no momento. — Prudente estendeu a xícara para tornar a ser ser­vida. — Mas visitaram Roma e Paris antes. Parece uma viagem esplêndida.
Ela soou saudosa, mas, de fato, as seis semanas de lua-de-mel da irmã mais velha haviam passado bem devagar para Prudence e a irmã caçula, Chastity. Manter a casa funcionando normalmen­te, equilibrar as parcas finanças que obtinham com o trabalho secreto, e ao mesmo tempo assegurar que o pai continuasse alheio à verdadeira situação da família, exigia um esforço ainda maior para apenas duas das irmãs. Mais de uma vez, ao longo das se­manas anteriores, Prudence e Chastity tinham se visto obrigadas a lutar contra a tentação de forçar o pai a enxergar a realidade; uma realidade que ele próprio causara com investimentos impru­dentes logo depois da morte da mãe delas. Em respeito à memória da mãe, porém, tinham-se mantido em silêncio. Lady Duncan teria protegido a paz de espírito do marido a qualquer custo e, portanto, as filhas tinham de fazer o mesmo.
Quando somavam aquela luta diária à difícil missão de publicar o jornal Mayfair Lady quinzenalmente, sem a experiência editorial de Constance... sem mencionar a administração da Cupido, sua agência matrimonial... não era de admirar que ela e Chastity es­tivessem exaustas.
A sineta da loja de doces na parte da frente da casa tocou, anunciando a entrada de fregueses, e a sra. Beedle adiantou-se depressa para atender junto ao balcão, alisando o impecável aven­tal branco. Prudence bebeu o chá e serviu-se de uma segunda fatia de pão de gengibre. Havia uma atmosfera acolhedora e tranqüila na cozinha atrás da loja, e ela suspirou, grata pelo breve momento de descanso das várias preocupações. Distraidamente, olhou os envelopes enviados para o Mayfair Lady. O jornal usava como endereço de correspondência a loja da sra. Beedle, em Kensington, uma vez que as editoras tinham de manter anonimato



O Jogo Matrimonial

Série Dama De Mayfair





Chega à agência matrimonial das irmãs Duncan certo Douglas Farell, médico de profissão.

Farrell procura uma esposa que cumpra com os requisitos mínimos, quer dizer, que seja rica e de elevada posição social.
E embora para Chastity Duncan o instinto indique que o melhor é não colaborar com um homem de intenções tão mercenárias, a necessidade, pelo contrário, recorda que ela não pode prescindir dos honorários que Farrell está disposto a pagar pelo serviço. Entretanto, a verdade sobre o pragmático Doutor poderia fazê-la mudar de opinião.
Farell não só é um tipo pragmático, trata-se de um filantropo que só procura exercer sua verdadeira paixão, assistir aos mais pobres.

Capítulo Um

O cavalheiro que estava no alto da escadaria da National Gallery escrutinava atentamente os supostos amantes da arte, que subiam para as grandes portas do Museu, situada as suas costas. Sustentava de forma visível um exemplar do jornal A Dama de Mayfair e procurava alguém que levasse um artigo similar.
Uma grande revoada de pombas se ergueu em Trafalgar Square, por onde uma pessoa avançava apressadamente jogando milho às aves enquanto se aproximava. Cruzou a rua até se situar justamente abaixo do Museu e se deteve no degrau inferior, espremendo na mão o saco de papel que continha o milho, ao mesmo tempo em que dirigia o olhar para cima. Na mão livre segurava um jornal enrolado. O homem realizou um movimento vacilante com seu próprio jornal e a pessoa jogou, em um cesto de papéis, o saco amassado e subiu rapidamente as escadas até ele.
Praticamente, a única coisa que o cavalheiro podia distinguir é que a pessoa era mulher e miúda. Estava vestida em uma folgada capa de alpaca alemã, como o que costumavam vestir as mulheres para viajar de automóvel, usava um chapéu de feltro de aba longa e ocultava o rosto atrás de um véu de renda.
— Bonjour, monsieur — saudou. — Acredito que temos um encontro, n’est-ce pas? — Agitou seu exemplar do jornal A Dama de Mayfair — Você é o doutor Douglas Farrell, não é?
— Eu mesmo, senhora — respondeu ele com uma leve reverência. — E você é...?
— Sou a Mademoiselle Mayfair, certamente. — Respondeu ela, cujo véu tremulava a cada expiração.
Que tem o sotaque francês mais falso que eu já ouvi, pensou o doutor Farrell divertido, mas decidiu não comentar nada.
— A Senhorita Mayfair em pessoa? — Perguntou curioso.
— A representante da publicação, monsieur. — Replicou ela com um sotaque de recriminação em seu tom.
— Ah! — Moveu afirmativamente a cabeça. — E Os Intermediários?
— É a mesma coisa, senhor — respondeu a mulher com uma determinada inclinação da cabeça. — E a meu ver, senhor, o que deseja é a ajuda de Os Intermediários.
Este deplorável sotaque francês sempre a deixava com vontade de rir, refletiu a honorável Chastity Duncan. Quando ela ou uma de suas irmãs o utilizavam, todas estavam de acordo em que soavam como donzelas francesas de uma comédia de Feydeau. Mas era um artifício muito útil para disfarçar a voz.
— Pensei que a reunião teria lugar em um escritório. — Manifestou o doutor, lançando um olhar ao espaço público que os rodeava. Um frio vento de dezembro soprava na praça arrepiando as penas das pombas.
— Nossos escritórios não estão abertos ao público, monsieur — se limitou a dizer Chastity. — Sugiro que entremos, há muitos lugares no Museu onde poderemos conversar.
Encaminhou-se para as portas do Museu e seu acompanhante se apressou a abrir-las, as abas de sua capa de alpaca alemã, infladas pelo vento roçaram o doutor quando a mulher adentrou o cavernoso átrio.
— Vamos à sala de Rubens, monsieur — sugeriu, indicando as escadas com o jornal. — Há ali um sofá circular onde poderemos falar sem chamar a atenção.

                                                   

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

VIRTUDE

Virtude




Judith e Sebastian Davenport são jogadores profissionais.

Os atrativos de Judith distraem os competidores enquanto seu irmão realiza jogadas suspeitas.
Seu verdadeiro sobrenome é Devereux, mas ocultam sua identidade com a esperança de achar o homem que traiu seu pai.
Mas sua sorte muda quando suas manobras no jogo são descobertas por Marcus Devlin, o bonito e temível marquês de Carrington, que lhes exige que mudem sua rotina e ameaça delatá-los. A beleza de Judith o atrai sem remédio, apesar de tratar-se de uma aventureira...
Uma história de paixão e intriga que transcorre no final da guerra contra Napoleão e nos elegantes salões de Londres, pela autora de Beijar Um Espião.

Capítulo Um

Que diabos estaria fazendo ela? Distraído, pensou Marcus Devlin. O muito honorável marquês do Carrington trocou sua taça vazia de champanhe por outra cheia, que tirou da bandeja de um lacaio que passava.
Afastou seus ombros da parede e se ergueu em toda sua altura para ver melhor o outro lado do abarrotado salão, ali onde estava a mesa de macao. Ela tramava algo. Ele sentia em cada um dos cabelos da nuca, completamente arrepiados.
Ela estava em pé, atrás da cadeira de Charlie, movendo o leque em lentos balanços frente à parte inferior de seu rosto. Inclinou-se para frente sussurrando algo no ouvido de Charlie, a suntuosa curva de seus seios e a funda sombra da fenda entre eles se revelou no decote de seu vestido de noite.
Charlie a olhou e lhe sorriu com o suave sorriso tolo do primeiro amor juvenil. Não era de estranhar que seu jovem primo tivesse caído rendido aos pés da senhorita Judith Davenport, refletiu o marquês.
Quase não havia homem em Bruxelas que não se sentisse excitado por ela: criatura de contrastes, vibrante, transbordante, de aguda inteligência... Mulher que de um modo indefinível representava um desafio para um homem, que em um instante colocava a prova o valor de um homem e no seguinte era mansa como uma gatinha, que provocava em um homem desejos de levantá-la em seus braços e embalá-la, protegê-la da tormenta...
Bobagens românticas! O marquês reprovou a si mesmo duramente por se parecer com seu primo e com a metade dos jovens soldados que passeavam orgulhosos em seus uniformes pelos salões de Bruxelas, enquanto o mundo esperava que Napoleão fizesse seu seguinte movimento.
Fazia já várias semanas que observava como Judith Davenport tecia seus feitiços, estava convencido de que a moça seguia com toda clareza um protocolo específico. Entretanto, não conseguia descobrir do que se tratava.
Pousou o olhar sobre o jovem que estava sentado em frente de Charlie. Sebastian Davenport tinha a banca. Belo como a irmã, a sua maneira, estava sentado descuidadamente na cadeira, tanto em sua forma de vestir como em sua postura, irradiava uma estudada indiferença.
Do outro lado da mesa, ria ao mesmo tempo em que embaralhava as cartas.
O ânimo que reinava nessa mesa era descontraído, o que sempre acompanhava aos Davenport. Era de supor que esse era um dos motivos da popularidade de ambos...
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OUTRA CAPA

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

BEIJADA PELAS SOMBRAS





Lady Philippa Nielson não se lembra do que aconteceu em seu aposento em plena noite, nem conhece o perigoso enredo que ameaça sua vida.


Mas um leve toque da mão de um misterioso desconhecido e um simples olhar de seus inteligentes olhos cinzentos bastam para que Pippa se sinta unida a quem deveria ser seu mais notório inimigo.
Quem é esse homem que parece saber sobre sua vida mais que ela mesma?
Lionel Ashton foi designado como guardião de Pippa e do segredo que ela, sem sabê-lo, guarda.


Mas o que Lionel sabe sobre Pippa porá a vida de ambos em grave perigo, enquanto caem sob o feitiço de uma atrevida sedução que os trasnformará em apaixonados foragidos e em legendários amantes.


Comentário revisora Rosângela Breda: No começo não entendi o livro, lá do capítulo quatro foi que eu comecei a entender que era tudo um complô político, que o marido dela era um fraco e ela uma heroína muito valente, quando aparece o mocinho muito sofrido também e que salva ela de um futuro incerto e com muito amor eles vencem tudo.



Capítulo Um


Palácio de Whitehall, Londres, agosto de 1554.


Pippa foi consciente do brilho da luz do sol inclusive antes de abrir os olhos, mas continuou deitada até que esteve totalmente acordada.
Antes que as sensações fossem evidentes, já sentiu a boca seca, os membros pesados e uma débil dor surda nas articulações.
Sempre que despertava depois do amanhecer se sentia assim.
Era pouco usual nela dormir até tarde.
Sempre tinha despertado antes do amanhecer, preparada para tudo o que lhe proporcionasse o novo dia, mas nas últimas semanas, desde o casamento da rainha com Felipe da Espanha, ficava assim nas manhãs nas que se levantava sentindo-se pesada e sem forças, com uma dor nos olhos que demorava até o meio do dia para desaparecer.
Moveu seu corpo devagar sobre o colchão de plumas.
Stuart estava ao seu lado. Não tinha se deitado na cama com ela na noite anterior, que era algo comum.
O aroma de vinho impregnava ainda seu fôlego e adivinhou que tinha amanhecido em companhia de seus amigos, das cartas e dos jogos de dados, aos que era viciado.
Virou-se de costas para ele, ainda pouco disposta a fazer soar a campainha para chamar sua criada e começar o tedioso processo de vestir-se para o dia.
Ao separar as pernas notou um ligeiro desconforto, uma viscosidade seca nas coxas.
«Por quê?», pensou irritada. «Por que Stuart só me faz amor quando estou adormecida?
» Neste sentido nunca se mostrou como uma mulher desinteressada.
De fato, nas primeiras semanas depois do casamento, fazia tudo que estava em sua mão para que o jogo amoroso na cama do casal acabasse sendo provocador e apaixonado.
«O entusiasmo de Stuart sempre foi muito limitado», refletia Pippa agora, «mas ao menos estive acordada em todas as ocasiões.
» Seu marido se removeu a seu lado e, com renovadas energias.
Pippa virou sobre si mesma, apoiando-se no cotovelo para contemplá-lo.
Inclusive dormindo, com aroma de vinho, era condenadamente bonito: formosos cachos sobre essa ampla testa de alabastro, grossas pestanas marrons como luas crescentes sobre suas altas maçãs do rosto, a tez dourada pelo sol.
Lorde Nielson era um ávido caçador, um homem ao que gostava tanto das atividades ao ar livre como das mesas de jogo.
Um homem que podia consumir suas forças sem aparentar moléstia alguma.
Como se desse conta do olhar analisador de sua esposa, abriu os olhos.
Uns olhos que tinham a íris da cor da água marinha e a parte branca tão clara como a de um menino.
A voz de Pippa soou irritada. —Por que não me despertou Stuart? Se queria fazer amor esta noite, por que não me acordou?
Ele a olhou desconcertado, estendendo uma mão para tocar o braço dela.
—Estava tão profundamente adormecida, Pippa...
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quarta-feira, 19 de março de 2014

A NOIVA ESCOLHIDA

 A Noiva Escolhida - Clássicos Históricos 364 ( The Bride Hunt ) - JANE FEATHER
Londres, 1906

Você como recompensa!

Quando entrou no escritório de Gideon Malvern, tudo que Prudence esperava era que ele aceitasse sua proposta: defender o polêmico jornal que ela e as irmãs publicam anonimamente na cidade de Londres, e que está sendo injustamente processado. Em troca ela se propõe a encontrar a mulher perfeita para se casar com ele e ajudá-lo a criar a filha. Prudence sabe que o famoso advogado é capaz de defender o jornal sem deixar vir a público a identidade das três. Para um homem que não recusa desafios, Prudence Duncan é uma tentação irresistível. Além de contar com ele para defender um caso complicado, ela desperta em Gideon o desejo de descobrir a intrigante mulher que se esconde por trás daquela fachada de austeridade e, quem sabe, convencê-la a ser a candidata número um em sua lista de pretendentes a esposa...

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