Seguidores

sexta-feira, 20 de julho de 2012


Um Rosto na Multidão
Night of Possession
Lilian Peake
Coleção Bianca, nº 202
Série
Romances Editora Abril, 1983
Lisa teve um sobressalto quando viu aquele homem. Já o conhecia de algum lugar! Mas de onde? Ele não parava de encará-la, de uma forma que a fazia sentir-se despida em pleno saguão do hotel. Por que aquele estranho tinha escolhido justamente a ela para seduzir? Lisa não queria parecer uma mulher vulgar, à procura de um amante passageiro com quem se divertir durante as férias, naquela ilha fascinante das Canárias. Mas ao mesmo tempo sentia que não conseguiria resistir por muito tempo à atração daquele rosto, daquele corpo, que a convidava a viver um paraíso de loucuras e de paixão!



Capítulo I

Alguém a observava, no saguão do hotel. Podia sentir isso na pele, enquanto procurava os rostos conhecidos dos amigos. Virou-se quase sem querer, num impulso, para descobrir de onde vinha aquela força, aquele magnetismo que parecia queimá-la. Se os amigos não chegassem, teria que fugir, ir embora. Mas fugir de quê? De quem? Estava ameaçada, e era só isso o que sabia.
Então, Lisa o enxergou. A primeira impressão que teve da pessoa que a perturbava tanto foi a de um homem alto, moreno e barbudo, com os cabelos mais compridos que o normal.
Juntou forças e fuzilou-o com um olhar de fazer gelar o sangue. A resposta dele foi um sorriso, um gole de bebida no copo alto e uma saudação quase imperceptível.
Ela virou-se, furiosa, mas olhou por trás do ombro, outra vez, já aflita. Será que Myra e Phil não iam mais chegar? Andou em direção à entrada do hotel.
Havia muita gente subindo e descendo a escada em curva, o elevador ia e vinha cheio de turistas, mas, dos amigos, nem sinal. Como combinara encontrar-se com eles no bar, achou melhor voltar. Se aquele sujeito ainda estivesse lá...
E estava. Engraçado, entrar em pânico assim à toa, pensou Lisa. O negócio era procurar um lugar e esperar. Havia uma mesa vazia num canto. Sentou-se e matou o tempo o melhor que pôde, ora observando o lugar por onde entrariam seus amigos, ora fixando o olhar nas montanhas, além dos limites do hotel, onde parecia estar um mundo estranho e fascinante.
Sentiu, mais do que ouviu, um movimento à sua frente e virou-se com um sorriso alegre para cumprimentar os amigos. Mas não eram eles. O estranho sentou-se e esticou as pernas, indiferentemente, por debaixo da mesa, quase tocando os pés dela.
Continuava a encará-la, a cabeça para trás, relaxado, braços cruzados no peito. Usava uma camisa branca, meio desabotoada e calça jeans justa nos quadris estreitos.
Ele tinha o direito de ficar onde estava. Realmente, tinha. Não havia lei que o impedisse de sentar-se ali e encará-la, a não ser o respeito à privacidade alheia.
Lisa pegou uma revista na mesinha a seu lado e folheou rapidamente. Era em espanhol e seu conhecimento dessa língua não passava de umas poucas frases. Desapontada, colocou a revista no lugar, e, levantou os olhos para o desconhecido com uma expressão de desafio. "Ria de mim, e vai ver o que acontece", pensou. Sujeito atrevido!, Não havia desviado os olhos de seu rosto. Ficou vermelha. Que coisa mais fora de propósito perturbar-se com o mero olhar de um desconhecido. Pegou outra revista, olhou bem antes para ver se era em inglês e tentou relaxar.
Lia as frases,, mas ficavam soltas no ar, sem sentido. Não conseguia, nem queria, evitar pensamentos paralelos, o que era mais curioso. Baixou um pouco a revista, o bastante para enxergar por cima dela.
Agora podia observar o homem, pois ele lia a revista em espanhol. Quem sabe era a sua língua? Engraçado, algo nele lhe parecia familiar. Já o teria visto antes? O que a incomodava mesmo nele eram os olhos; logo, os olhos eram a chave do enigma. Mas qual era o jogo?
Droga! Agora estava encarando o homem do mesmo jeito que ele a tinha encarado.
De tanto se esforçar para ler, acabou se interessando por um artigo. Quando os amigos a chamaram, levou um susto.
Afastou-se para o canto, para ceder lugar, e notou que o barbudo também tinha parado de ler e observava os recém-chegados com muito interesse.




2 comentários:

  1. Que coisa mais chata.
    A tosquinha tinha um namorado que terminou com ela e arranja outra e ela fica na "deprê", mas conversando com o mocinho ela conta e excitava o namorado e quando ele se animava e ia transar ela mandava parar, isso explica pq ela a dispensou, afinal é um homem e não uma anomalia como ela. A sonsa conhece o mocinho e praticamente já vai abrindo as pernas para ele.
    A sonsinha é imoral, o tosquinho é imoral, a noiva dele é imoral, o amigo dele é imoral. Haja personagens imorais.
    Gosto da Myra, amiga e confidente da sonsa. As amigas das mocinhas são sempre mais interessantes, raramente é o contrário.
    Não recomendo.

    ResponderExcluir
  2. Chato. Mulher se humilhando para o cara grosseiro com ela e comprometido com outra.

    ResponderExcluir