Seguidores

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

AUDÁCIA

Audácia - Candace Camp


Audácia

Arrancado dos braços de Angela, a mulher que amava, e expulso no meio da noite da propriedade da família dela, os aristocráticos. Stanhope Cameron Monroe jurou se vingar daqueles que o haviam injustiçado. Quinze anos depois, rico e poderoso, Cam retorna à Inglaterra determinado a arruinar os Stanhope se eles se recusarem a atender suas exigências. E o que ele deseja é muito simples: Angela deve se tornar sua esposa. Aparentemente, Cam detém todas as vantagens. Mas logo começam a ocorrer misteriosos acidentes. Estariam os Stanhope tentando expulsá-lo novamente? Ou haveria por trás de tais manobras ardilosas algo muito mais sombrio?

BAIXAR               BAIXAR



Série Os Cupidos - Candace Camp




A Aposta no Amor - livro 1

Num mundo em que o amor sempre fora um jogo, eles estavam determinados a vencer!
Sem dote e já não mais no desabrochar da juventude, a Srta. Constance Woodley perguntava-se por que um dos luminares da sociedade de Londres se interessara por alguém como ela.Mas, com a ajuda de sua benfeitora, ela foi transformada em uma donzela cativante, o que chamou ainda mais a atenção de Dominic, lorde Leighton, um homem bonito e charmoso, mas que evitava o casamento a todo custo.Diante do olhar chocado de toda a sociedade, uma desconhecida e um rebelde mostrariam que, mesmo no cruel mercado do casamento, quando o amor está em jogo todas às apostas estão encerradas...

BAIXAR





Conquista do Amor - livro 2

O maior desafio dos cupidos...
Lady Irene Wyngate jurou jamais se casar, e manteve os pretendentes a distância com sua língua ferina. Mas há um homem que ela não consegue assustar: Gideon, herdeiro do conde de Radbourne. Sequestrado quando criança, ele cresceu nas ruas de Londres. Ainda que tivesse reencontrado a família, Gideon se sentia mais à vontade em mesas de jogo do que nos salões de baile da alta sociedade.
Quando Irene é considerada uma esposa em potencial para Gideon, ela declina a oferta prontamente, mas não consegue deixar de atender ao pedido de Francesca Haughston para transformar Gideon em um nobre civilizado o suficiente para atrair um bom casamento. À medida que Irene e Gideon se tornam mais próximos, ela cede pouco a pouco ao amor. Porém, terríveis segredos familiares vêm à tona... e suas consequências podem ser devastadoras...
BAIXAR





Bodas de Desafios - livro 3

Brincar de cupido pode ser perigoso...
Lady Calandra deveria ter pretendentes batendo a sua porta. Mas seu irmão superprotetor, o duque de Rochford, conseguiu espantar todo cavalheiro adequado. Menos um: o misterioso conde de Bromwell. Callie se vê atraída pelo enigmático nobre, apesar dos violentos protestos de seu irmão. Desafiando as ordens do duque, ela planejou ver Bromwell novamente, contando com o auxílio da casamenteira Francesca Haughston. Mas quando os segredos sombrios sobre o duque e o conde vêm à tona, talvez seja tarde demais para Callie perceber que caiu direto numa armadilha...


BAIXAR










A Dança da Corte - livro 4

Lady Francesca desistira de encontrar o amor de sua vida, e já se dava por satisfeita em unir pares perfeitos. Portanto, agora, considerava mais do que justo se empenhar em apresentar uma noiva para Sinclair, o duque de Rochford, considerando que rompera seu noivado com ele no passado por ter sido ludibriada. Claro que Francesca estava certa de que não havia restado qualquer centelha de paixão entre eles. O modo como se tratavam era a prova disso. Mas o jeito com que Sinclair fixou o olhar nela, ou mesmo quando de repente a apanhou em seus braços... Bem, isto fora apenas um ensaio para quando uma jovem, mais adequada, chamasse sua atenção. No entanto, logo Francesca achou as lições de amor do duque mais do que irresistíveis, além de ser uma tentação que poderia pôr ambos em perigo. (Créditos nos livros)

BAIXAR




BAIXAR SÉRIE COMPLETA

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

AMOR VEM A MIM


Amor vem a Mim



A elite de Concord está a ponto de admitir um novo membro: a jovem Lucinda Caldwell, uma bela moça mimada em excesso por seu pai.

Parece ter tudo muito claro na vida: casará-se com seu amor de infância, o homem destinado a convertê-la em uma brilhante organizadora de encontros sociais.
Mas não é esse o destino que a espera, a não ser acabar nos braços de um cavalheiro sulino, Heath Rayne, que, desde que a viu, não pôde deixar de pensar nela e de desejar que seu noivado terminasse.
E agora que Lucinda é dele, a única coisa que deseja é dedicar-se a ela por completo. Entretanto, o passado de Heath impedirá que as coisas sejam tão fáceis...

Capítulo Um

Heath levantou as lapelas de seu casaco e amaldiçoou entre dentes ao sentir o vento gelado no pescoço. Era seu primeiro inverno na Nova Inglaterra, e estava começando a compreender que não era o lugar mais adequado para alguém do Sul.
Pisou com suas botas as endurecidas camadas de neve que tinham ido acumulando-se depois das recentes tormentas.
Tinha nevado tanto, tinha esfriado tantas vezes, que temia que toda aquela neve não desaparecesse por completo até o mês de junho.
Apesar de ir vestido com pesadas roupas de lã, como um autêntico nortista, qualquer um poderia haver-se dado conta de que não levava muito tempo ali. ~
Sua pele era escura, com o permanente bronzeado próprio de alguém acostumado ao calor e ao sol do Sul. Media mais de um metro e oitenta, estatura que não destacava especialmente em Kentucky ou Virginia. Mas era muito mais alto que os magros e compactos homens da Nova Inglaterra, e, além disso, olhava fixamente com seus olhos azuis, o qual parecia incomodá-los.
Em sua terra os estranhos se saudavam ao cruzar-se pela rua; no Norte, parecia que não se tinha o direito de olhar alguém nos olhos se não fosse de sua família, velho amigo ou compartilhava com ele algum negócio. Perguntou-se por que as pessoas de Massachusetts não se davam conta de quão estranhas eram.
Não havia explicação alguma para sua frieza e sua rigidez, nem para aquele condenado senso de humor de que faziam ornamento. Talvez fosse coisas do clima.
Seus pensamentos lhe fizeram sorrir —um cálido e brilhante sorriso que, tempos atrás, tinha cativado às mulheres do condado de Henrico—, e apertou a mão, coberta com uma luva, ao redor da tocha enquanto ia em busca de lenha.
Estava acostumado a esgotar com rapidez a madeira e o carvão em seu empenho por manter aquecida a pequena casa que tinha comprado à primavera anterior. Fazia tanto frio fora que lhe resultava difícil assobiar, mas mesmo assim se entreteve interpretando uma aceitável versão de “All Quiet along the Potomac Tonight”, uma das melodias mais populares durante a guerra.
Tinha-a composto um nortista, mas uma boa canção era uma boa canção fosse quem fosse seu autor.
Seus passos diminuiram e seu assobio se esfumou quando lhe pareceu escutar um tênue ruído proveniente do rio.
Vivia um pouco acima da beira, assim que o tranquilo som chegou até ele flutuando, levado pela brisa, dispersando-o entre as árvores e fazendo que resultasse difícil escutá-lo com claridade. Mas quase podia assegurar que se tratava da voz de uma mulher.
Não podia morrer, não desse modo, nesse lugar. Ter atravessado o rio gelado por esse ponto em vez de caminhar os trezentos metros que faltavam até a ponte tinha sido uma completa estupidez, mas ela não merecia algo assim; de fato, ninguém o merecia.
Depois do sobressalto inicial de ver-se atravessar a superfície e cair na água, Lucy tinha lutado violentamente com os pedaços de gelo que flutuavam a seu redor, incapaz de encontrar um ponto de apoio até que suas mãos deram com um dos extremos do buraco em que havia caído.
Nesses escassos cinco segundos, a água tinha impregnado em suas roupas e o frio lhe chegava até os ossos. Tudo tinha acontecido com grande rapidez, em um abrir e fechar de olhos.
O ar lhe saía do mais profundo de seus pulmões enquanto se esforçava por sair da água, mas suas luvas de cachemira escorregavam sobre o gelo uma e outra vez. Cada vez que uma de suas tentativas fracassava, afundava-se até o queixo.
—Que alguém me ajude! So... socorro! —Falhou-lhe a voz ao olhar para a paisagem nevada que se estendia além da costa, cercada pela neblina de fumaça que saíam das chaminés das casas próximas. Gritar não ia adiantar, e, além disso, a fazia perder forças, mas seguiu fazendo-o, intercalando palavras e soluços—. Estou em... a água... que alguém... ajude-me...


BAIXAR

MARCADA PELO DESTINO


Marcada Pelo Destino




Lady Isobel Dalceann, gravemente desfigurada, lutou com unhas e dentes para defender sua fortaleza, sem pensar apenas em sua segurança.

Então, por que deixar que um desconhecido cruzar seus muros?
Embora sinta o perigo, seu corpo marcado pela guerra é um reflexo de suas próprias cicatrizes e a prova para depositar sua fé nele.
Marc de Courtenay é um mercenário solitário, mas se sente atraído pela ferida e bela Isobel.
Mas ao deixá-lo entrar em suas muralhas altamente protegidas, proporciona-lhe sem querer segredos que o permitirão traí-la.
O que fará Isobel se descobrir quem é Marc de verdade…?

Comentário revisora Sandrinha DD.: Mais um livrinho para as românticas de plantão. Um guerreiro valente, inteligente, protetor, possessivo e que gosta de certos aromas kkkkk.
Uma mocinha guerreira com muitos traumas, mas determinada e corajosa. Adorei o casal. Uma leitura agradável sem dúvida. Quase não morre ninguém, kkkkk. Boa leitura.

Capítulo Um

Fife Ness, Escócia - 1346.
Isobel Dalceann viu as silhuetas da praia, além das ondas, girando na corrente. Havia oito ou mais, perdidos na tempestade entre a névoa.
 —Lá! —gritou para os dois homens que estavam ao seu lado. — Há duzentos metros da costa!
O mar às vezes arrastava os restos de alguma embarcação, ou o esqueleto de alguma criatura marinha morta algum tempo atrás... mas aquilo?
O entardecer se estendia do oeste, cobrindo tudo de um rosa pálido, até transformar algo desconhecido em algo conhecido.
—São pessoas! Foi Ian quem disse. Não era madeira, nem um peixe morto ou um tronco de uma árvore que havia caído perto da água de Dundee e que tinha chegado até o sul, graças às correntes frias.
Não, tratava-se de pessoas. Pessoas que se afogariam caso ela não os ajudasse; sempre foi uma boa nadadora. Tirou suas botas e a túnica, depois a adaga que estava presa no tornozelo e saiu correndo.
A água gelada cortou sua respiração antes de ter atravessado as primeiras ondas; quando o cabelo enrolou nos braços a impedindo de continuar nadando, parou para prendê-lo.
A uns dez metros Ian gritou e Angus respondeu. A seguinte onda levantou a todos e os ajudou a avançar. Isobel pôde ouvir o batimento do seu coração nos ouvidos quando a força da onda a puxou para baixo. Contando os segundos para voltar à superfície, esperneou com força e apareceu a uma curta distância de um dos sobreviventes.
Uma ferida aberta do cotovelo até o ombro tingia o mar de vermelho e se misturava com a espuma, antes de perder-se na grande imensidão do oceano.
Apenas reparando sua presença, Isobel enquanto se aproximava viu que havia outra pessoa flutuando a seu lado.
—Eu me encarregarei dele enquanto você nada — gritou por cima do vento e da chuva começava a cair.
—Não — respondeu ele com a tenacidade de alguém que não estava disposto a render-se, com uns olhos verdes carregados de determinação.
Quando Isobel se fixou, viu que o homem que havia entre eles estava morto.
— Se foi. O mar o levou. Negou com a cabeça e se separou dela. Depois respirou profundamente uma vez, duas vezes, recuperando a força e a vontade.
Quantas vezes ela fez isso, quando a solidão era insuportável?
—Deixa que eu ajude —gritou Isobel, — pois a margem está longe — tocou em seu ombro e o tirou de seu inferno particular.
Ele a olhou com a arrogância de alguém que não estava acostumado às ordens. Isobel tentou controlar sua ansiedade. Estava há poucos minutos na água e já estava congelada; perguntava-se como aquelas pessoas puderam sobrever tanto tempo.
 —Ajuda aos outros primeiro — quando moveu a mão para amparar a cabeça do homem que segurava, um bracelete de ouro apareceu em seu pulso.
 Então, não se tratava de um marinheiro qualquer que ganhava a vida navegando pelos canais entre a Inglaterra e Escócia. Seu acento parecia provir de um país estrangeiro.
 Isobel ouviu um grito atrás dela e deu a volta. Viu que Angus ofegava tremendo de frio, respingando e mexendo as pernas sem parar para tentar esquentar. Sentiu pânico.
Estavam a quase duzentos metros da costa, com o mar enfurecido pela tempestade.
Atrás dele, dois homens tentavam subir em costas em sua luta para tomar ar. Santo Céu.
O mar levava suas vítimas sem recorrer ao jogo limpo, pensou Isobel.
                                        BAIXAR

CÉU EM CHAMAS

Céu em Chamas

No mundo em guerra, o amanhã era apenas um sonho.

A vida de Maggie Lawrence como enfermeira do Exército americano em Manila, nas Filipinas, muda radicalmente, após o ataque japonês a Pearl Harbor.
Enviada para a ilha de Corregidor, ela entra em contato com um mundo envolto em medo e desolação, e se torna consciente não só da brutalidade mas também do valor da vida.
E nessa terra de sofrimento que ela conhece Anthony Gargano, um herói das Forças Navais mergulhado no mesmo drama, vítima da mesma guerra cruel e desumana.
Colhidos pelo redemoinho da tormenta, ainda assim eles encontram tempo para viver um amor que não conhece regras e que não pode esperar...

Capítulo Um

A major Kay Broderick recostou a cabeça dolorida no espaldar almofadado da cadeira e apertou na palma da mão a medalha que seu pai ganhara na Primeira Guerra Mundial. Era uma mulher sensata, habituada à rígida disciplina militar e não tinha dúvida quanto à urgência da ordem que devia dar. Não obstante, chocava-a ter que aceitar o inevitável.
Seu primeiro impulso fora o de agarrar-se cegamente à esperança. Mas, agora, tinha certeza de que nada poderia deter o sangrento avanço dos japoneses. A queda de Manila seria, talvez, uma questão de horas.
Afastando o medo, insidioso inimigo entrincheirado em suas próprias entranhas, pôs-se a pensar em de que modo dar cumprimento ao que podia ser considerado como seu último ato oficial. Decorridos alguns minutos, levantou-se lentamente da cadeira, ficou longo tempo parada, ainda esperando que algo acontecesse, e depois atravessou o corredor do hospital com passos firmes.
Ao abrir a porta da enfermaria, um odor familiar invadiu-lhe as narinas. O aroma forte dos anestésicos mesclado ao cheiro do sangue e da podridão, uma estranha emanação que a leve brisa que entrava pelas janelas abertas e os ventiladores que giravam no teto não conseguiam dispersar.
No entanto, o que mais impressionava era o silêncio. Os únicos sons vinham dos homens que jaziam nas macas com os corpos dilacerados e que, sem forças para gritar, gemiam baixinho. Normalmente, o ruído do tráfego teria suplantado a dolorosa quietude. Mas, naquela manhã, o temor parecia ter tomado conta da cidade.
Parada na porta, Kay Broderick sentiu orgulho da dedicação e da disciplina de sua equipe. Sua presença não passara despercebida e, no entanto, o trabalho prosseguia sem interrupção, o punhado de enfermeiras e de atendentes continuando a proporcionar aos feridos todo o conforto que podiam.
Das cento e poucas profissionais que haviam estado sob suas ordens, restavam poucas. Talvez meia dúzia. Mas um número tão reduzido não diminuía sua responsabilidade. Resolveu falar com cada uma, individualmente, a fim de informá-las sobre sua próxima atribuição. Um anúncio geral era não só desnecessário, mas também uma verdadeira ofensa à quietude quase reverente, em meio à qual vidas humanas se esvaíam lentamente.
Transmitiu as ordens em voz baixa e, uma a uma, as jovens inclinavam as cabeças num assentimento mudo, terminavam suas tarefas e saíam discretamente da sala.
Fitou pensativamente a última delas, curvada sobre o soldado com o peito e o abdômen enfaixados. Seu lindo rosto em forma de coração estava tão cheio de piedade que Kay Broderick hesitou um momento, antes de abordá-la.
Sabia que a retirada, difícil para todo o corpo médico, seria particularmente penosa para Maggie Lawrence. A jovem, que provinha de uma antiga família de militares, fora criada no respeito as tradições e no cumprimento do dever. Havia sido sua comandante desde sua chegada a Manila, no ano anterior, e desde o primeiro instante ela provara ser uma daquelas raras criaturas com a capacidade de dar-se integralmente. Imaginava, portanto, como não lhe seria doloroso abandonar seu paciente.
Mas, como não havia outra alternativa viável, ordenou-lhe bruscamente:
— Vamos logo com isso, tenente. Está na hora de deixar seu posto.
                                   BAIXAR

A ESCOLHA DE ROSE

A Escolha de Rose


Três irmãos desejavam a mesma mulher... Porém, somente um deles a amava de verdade!

Rose China Grant chegou em Portsmouth, faltando somente duas semanas para seu casamento com sir Ranulf Cross.
Logo na primeira noite, na casa que seria seu futuro lar, sua vida foi ameaçada...
À medida que os dias passavam, fragmentos de um antigo mistério e segredos de família começaram a se desenredar, mais rápido do que a capacidade de Rose de assimilá-los.
E então ela se viu forçada a escolher entre cumprir uma promessa feita a seu pai, no leito de morte, e o impulso de seguir a voz de seu coração...

Capitulo Um

Sir Ranulf Fitzhenry Cross, membro da nobreza, doutor em medicina e cirurgião de renome, baixou a cabeça com determinação. Estava suando profusamente, uma condição que ele abominava.
Seu belo rosto estava contraído, tamanha a concentração. Os músculos das pernas e braços doíam pela tensão imposta. Ele sabia que não conseguiria se segurar por muito tempo mais. Sentia-se tenso como uma única corda de um violino, quando todas as outras já se tinham rompido.
Nunca havia se sentido tão impotente, dolorido, entregue e desesperado...
A mulher gemeu ao sentir as mãos grandes de Ranulf segurando suas nádegas, impulsionando-a a prender as pernas em volta da cintura dele. Ela começou a se mover rápido, usando as unhas como pequenas adagas para se apoiar nos ombros largos e galgar até o ápice do prazer.
Ranulf inclinou a cabeça para trás, exibindo as veias do pescoço dilatadas. O corpo másculo estava inteiro contraído, rendido à intensidade do êxtase.
No desespero, entregou-se a uma busca desenfreada por ar, os olhos estáticos, vidrados em um caleidoscópio imaginário de cores que absorviam todos os seus sentidos, transformando-os em puro deleite. Nem sequer estava consciente da mulher presa a ele, que também hipnotizada pela preciosidade do momento, empenhava-se em sugar-lhe as últimas gotas de vida. Ah, Deus, e ela quase conseguiu.
Com a cabeça imersa entre os seios volumosos e com um grito vindo das profundezas da alma, Ranulf arremeteu-se para dentro do corpo feminino em um ritmo frenético, até não ouvir mais gemidos e senti-la relaxar em seus braços.
Foi então que, com imensa gratidão, soltou-se das pernas que o prendiam e deslizou na investida final para também desfrutar o merecido clímax.
— Ah, isso foi perfeito — disse ela, espreguiçando-se sob os lençóis conforme a brisa lhe acariciava o corpo. — Podemos repetir daqui a alguns minutos? E permitirá então que Bessy mostre um truque que irá mantê-lo animado?
— Minha querida garota — Ranulf piscou, expulsando uma gota de suor da pálpebra—, acho que mesmo que eu tivesse mais algumas horas, eu não conseguiria repetir isso.
— Ah, mas você foi ótimo mesmo assim, por isso fiquei com ideias! — Bessy riu e se abanou. — Pode escrever o que digo, logo estará me chamando de volta.
Ranulf gemeu e deitou-se de bruços.
— Eu desejo você, rameira, mas lamento informar que sou humano.
                                   BAIXAR

Minha Última Duquesa

Minha Última Duquesa





Beleza, fortuna, admiradores e a arrogância ingênua de acreditar que o dinheiro lhe abriria todas as portas eram do que uma jovem precisava para ser feliz nos Estados Unidos no final do século 19.

Cora Cash tinha tudo isso. Mesmo assim, lhe faltava o que alguns consideravam o mais importante: um título de nobreza.
Por isso, para conseguir um casamento que lhe garantisse um status social inabalável, ela partiu para a Inglaterra aos 18 anos.
A primeira impressão do novo país não foi nada boa - a aristocracia era fria e hostil, dominada por intrigas e fofocas.
Mas a situação ficou ainda pior quando Cora se apaixonou por um homem que mal conhecia... e entrou em um jogo com regras desconhecidas e que tinha como único prêmio a própria felicidade.

 Capítulo Um

Newport, Rhode Island, agosto de 1893
A hora das visitas estava quase terminando, por isso, o homem do beija-flor encontrou apenas uma e outra carruagem enquanto empurrava seu carrinho pela estreita faixa da estrada entre as mansões de Newport e o oceano Atlântico.
As senhoras de Newport haviam deixado seus cartões cedo naquela tarde, algumas para se prepararem para o último e mais importante baile da estação, outras para, no mínimo, parecerem estar fazendo o mesmo.
A algazarra e a agitação costumeiras da Bellevue Avenue desapareceram no momento em que os Quatrocentos repousavam antecipando a noite que teriam logo mais, deixando para trás somente a batida firme das ondas nas rochas lá embaixo.
A luz começava a sumir, mas o calor do dia ainda emanava das fachadas de calcário branco das enormes casas aglomeradas ao longo dos penhascos como uma coleção de bolos de noiva, cada uma rivalizando com a vizinha para ser a mais bela das refinadas construções.
Contudo, o homem do beija-flor, que usava um fraque empoeirado e um chapéu-coco cinzento muito batido em algo mais ou menos parecido com um traje de noite surrado, não parou para admirar a varanda nos Breakers, as torrinhas dos Beaulieu ou as fontes dos Rhinelander, que podiam ser vislumbradas por entre as cercasvivas e os portões dourados.
Ele continuava pela estrada, assoviando e matraqueando com seus encargos em gaiolas negras cobertas, para que escutassem um ruído familiar em sua última viagem.
 Seu destino era o castelo francês logo antes da ponta, a maior e mais complicada criação em uma rua de superlativos, o Sans Souci, chalé de verão da família Cash. A bandeira da União tremulava em uma das torres, o emblema da família Cash na outra. Ele parou no portão e o zelador apontou a entrada do estábulo a uns Oitocentos metros.
Enquanto caminhava até o outro lado da propriedade, luzes alaranjadas começavam a pontilhar o crepúsculo. Lacaios caminhavam pela casa e pelo terreno, acendendo lanternas chinesas em tons de seda âmbar. Assim que virou depois do terraço, foi ofuscado por um raio de luz fraca do sol que morria refletido nas compridas janelas do salão de baile. No salão dos espelhos (visitantes que haviam estado em Versalhes declararam ser mais espetacular do que o original), a Sra. Cash, que enviara oitocentos convites para o baile daquela noite, olhava para si mesma refletida até o infinito.
Ela batia o pé, esperando com impaciência o sol desaparecer para que pudesse ver todo o efeito de sua fantasia. O Sr. Rhinehart estava por perto. O suor pingava de suas sobrancelhas, talvez mais suor do que o calor justificaria. - Quer dizer que só tenho que apertar a válvula de borracha e a coisa toda vai se iluminar? - Sim, com certeza, Sra. Cash.
A senhora só precisa agarrar essa bolota com firmeza e todas as luzes se acenderão com um efeito realmente celestial. Devo lembrar que será apenas um momento. As baterias são muito trabalhosas e só coloquei no vestido a quantidade compatível com um movimento fluente. - Quanto tempo terei, Sr. Rhinehart?
- É muito difícil dizer, talvez não mais de cinco minutos. Qualquer instante a mais e não poderei garantir a sua segurança. A sra. Cash já não escutava. Limites não tinham o menor interesse para ela. O brilho rosado do anoitecer desaparecia na escuridão. Estava na hora. Ela agarrou a bolota de borracha com a mão esquerda e ouviu um leve estalido enquanto a luz viajava pelas cento e vinte lampadazinhas em seu vestido e as cinquenta em sua meia-coroa. Eram como fogos de artifício soltos no salão de baile espelhado.
Enquanto volteava lentamente, lembrou-se dos iates na baía de Newport iluminada para a recente visita do imperador alemão.
A vista na parte de trás era tão esplêndida quanto na parte da frente, a cauda do vestido que descia de seus ombros parecia uma faixa do céu noturno.
Ela fez um aceno alegre de satisfação com a cabeça e soltou a bolota. O salão ficou às escuras até um criado aparecer para acender os candelabros.
                                                                                BAIXAR

sábado, 4 de outubro de 2014

A PROMESSA DO SENHOR DA GUERRA

Alyssa Morgan
A Promessa do Senhor da Guerra


Resumo
Para salvar sua irmã caçula de se tornar esposa do brutal Ethan MacGregor, Kate lhe propõe um acordo:
Uma noite de prazer em troca da liberdade de Alison
Sendo viúva, Kate já estava acostumada ao que acontecia na cama...
Ou assim pensava, pois Ethan vai mostrar-lhe que existe muito mais!

Comentário da Revisora Marlene

Gostei do livro, conto curto e quente.Boa leitura


Comentário da Revisora Ana Paula G.

Livrinho hot, então não esperem grandes histórias de amor.Basicamente, Kate propõe a liberdade da irmã em troca de passar uma noite com o TDB , fazendo o que ele quiser.Dá para empolgar...e como...



PAIXÃO CLANDESTINA

Julia Histórico 1385
Paixão Clandestina
Althea Mortensen
América do Norte, 1767
A inocente e o vilão
Determinada a descobrir tudo sobre a inexplicável morte de seu pai, Adrienne decide desafiar as rígidas tradições da Colônia e embarca clandestinamente num navio, rumo à Inglaterra. Porém, o destino interfere nos planos de Adrienne, e ela se vê cativa do temível capitão Hawke, cuja reputação aterroriza os inimigos e fascina as damas que o esperam em cada porto por onde ele passa. Isolado da civilização, Hawke navega pelos sete mares a bordo de seu navio, obcecado por encontrar o vilão que destruiu sua família e o impediu de receber a posse da herança de seus ancestrais. O único interesse de Hawke é reaver o título de nobreza a que tem direito e voltar a ser lorde Nicholas Valcon, terceiro conde de Warrick... Ou melhor, este era seu único interesse, até ele conhecer a bela Adrienne, a mulher destemida que se refugiou em seu navio e se apoderou de seu coração!

Série Clã Mackenzie

2- O Duque Das Highlands
Série Clã Mackenzie


Uma mulher de princípios...
Um homem de paixões!

Juliet White, nascida nas Colônias Americanas, viaja até a Escócia para encontrar a sua sobrinha, filha de sua falecida irmã.
Em sua busca, chegará até o castelo do descarado e mulherengo Lachlan MacKenzie, duque de Ross.
Ali se converterá na mentora das quatro filhas ilegítimas do sensual escocês, todas concebidas em uma curta e desenfreada temporada na Corte.
Juliet suspeita que sua sobrinha seja uma delas, mas não sabe exatamente qual.

Assim, entrará no passado familiar do duque para encontrar a resposta a este mistério...
Enquanto, as meninas vão ganhando espaço em seu coração.
Mas Lachlan não é um homem capaz de deixar que uma jovem e bela mulher conserve a inocência sob seu teto, e quando seus jogos de sedução se convertem em profundo desejo, tentará por todos os meios conquistar Juliet.
Esta, apesar de suas reticências iniciais se verá incapaz de resistir aos prazeres proibidos do homem que seduziu a sua irmã.
Não podendo opor-se ao selvagem desejo, mergulhará na paixão, cujas águas possivelmente sejam muito turbulentas para conduzi-la a uma margem segura. É um libertino empenhado em seduzi-la… ou o nobre que ganhará seu coração?

Comentário Revisora Kelly: Amei o livro a historia é muito boa, envolvente divertida e sexy, muito sexy.
Lachlan é lindo e sexy Juliet é forte e destemida. Os dois formam um lindo casal e protagonizam uma linda historia de amor.

Capítulo Um

Janeiro de 1768.
O temor percorreu sua espinha dorsal.
A sensação não podia se comparar com o entorpecimento das semanas anteriores, exposta ao vento cortante das Terras Altas.
Tremia tanto de frio como de medo, já que em questão de segundos, conheceria o aristocrata que tinha em suas mãos o destino de sua missão secreta.
Com seus passos ressoando no grande vestíbulo, Juliet White olhava fixamente o coque no cabelo negro, situado no topo da cabeça de sua guia, enquanto sua mente se concentrava em pôr um pé diante do outro.
O fogo ardia sem chama na enorme lareira, alagando com o terroso aroma seu nariz e seduzindo aos seus congelados membros com a promessa de calor.
Os serventes iam de um lado pro outro pelo elegante corredor, e sua rústica vestimenta recordava aos trajes que tinha visto em Harvest Play, em Williamsburg.
As melancólicas imagens trouxeram a ameaça da saudade. Juliet afastou a Virginia de sua mente com decisão e lançou uma olhada às antigas paredes do Castelo Kinbairn.
Tinha cruzado um oceano e viajado pelas colinas da Escócia, por isso não estava disposta a perder a coragem agora, justo quando estava a ponto de conhecer duque de Ross.
Sua imaginação criou uma imagem deste rico senhor do reino inglês.
É obvio, usaria uma peruca empoeirada, enfeitada com pássaros e laços, que se elevaria para os pilares do teto.
Sua roupa seria, sem dúvida, de cetim e confeccionada a partir de um rolo de tecido de um desagradável tom pardo avermelhado ou narcisista, colocada e adaptada aqui, acolchoada e enfeitada com jóias lá, tudo para ocultar engenhosamente um corpo de sangue azul convertido em gordura e dissipação.
Riu interiormente, mais animada. Faria uma cortês reverência.
Ele se permitiria lhe lançar um rápido olhar de passagem, depois lhe ofereceria uma mão enluvada, perfumada com aroma de sândalo e decorada com algum selo heráldico.
Mas ela não o beijaria. Ou sim?





3- Traída
Série Clã MacKenzie



Uma filha ilegítima…

Sarah MacKenzie acreditava ser a filha, fruto do amor, de Lachlan Mackenzie, duque de Ross.
Mas descobrir que por suas veias não corria uma só gota de sangue nobre a deixou destroçada, e incapaz de confiar no amor de Mackenzie.
Sarah fugiu das Highlands rumo a Edimburgo, e abriu seu coração aos órfãos da cidade… para enterrar sua dor e começar uma nova vida.

Um segundo filho esquecido…

Separado de sua mãe, cujo afeto se centrou no filho mais velho, o formoso Michael Elliot se uniu à Companhia das Índias Orientais.
Mas anos mais tarde, uma crise familiar o traz de volta para casa a fim de colaborar no plano de sua mãe: seduzir Sarah e levar o seu generoso dote, que resolverá os problemas da empobrecida família Elliot.
Unidos pelo engano e o desejo…
Impulsionado pelo sentido da honra, Michael se propõe ganhar o coração de Sarah.
Ela, longe da família que a quer, rende-se pouco a pouco a seus encantos.
Apesar de ser funesta em um princípio, sua aliança floresce em uma apaixonada união… e juntos começa a desvelar o poder curador do amor…

Comentário da Revisora Regina: Gostei bastante do livro.
Os personagens são ótimos, inclusive os coadjuvantes como o Notch, gostaria que tivesse um livro só para ele, mas não tem.
Os personagens principais são teimosos e os dois tem um humor peculiar.
Gosto da combinação de honra e humor.


4- Seduzida
Série Clã MacKenzie 


Uma mulher de extraordinário valor.

No casamento de sua irmã Sarah, Agnes MacKenzie se coloca no caminho de uma flecha, salvando a vida de Edward Napier.
Para Agnes foi questão de instinto e treinamento; sua fama era conhecida em toda Escócia, mas poucos sabiam a dor que impulsionava sua perigosa profissão. Um homem de ciência e mistério.
Apesar da cólera de Lachlan, duque de Ross e pai de Agnes, Edward Napier pôs em prática suas habilidades como médico para atendê-la.


Devia-lhe a vida, por isso aceitou o pedido para acompanhar a ele e seus filhos a Glasgow.
Entretanto, não tinha intenção de permitir que aquela formosa e temerária mulher procurasse o desconhecido que tinha tentado matá-la.
Uma apaixonada união entre iguais.
Agnes tinha renunciado ao amor até reparar o dano que tinha causado, mas a inteligência de Edward e sua aparência a atraíam como um ímã.
A audácia de Agnes fascinava Edward e, de vez em quando, enfurecia-lhe.
Agora ambos cederão a um amor tão repentino quanto impossível… um amor que devem proteger tão ferozmente como a própria vida…

Nota revisora Kelly: A História desse romance como a dos outros da série é envolvente, com uma trama muito bem elaborada e cativante.
Em certos pontos você chega a se apaixonar pelos personagens: Edward um Conde, médico e inventor entre outras coisas se envolve em uma trama de vida ou morte que o leva a se encontrar com a mocinha Agnes Mackenzie que lhe salva a vida e se torna sua guarda-costas.



Coração Fiel
Série Clã MacKenzie



Virgínia MacKenzie desapareceu há dez anos. Cameron, seu noivo, teve de viajar para a França e Virgínia não iria permitir que se separasse dela.

Comprou uma passagem de navio que a levasse para junto de seu amado, mas o capitão decidiu que seria mais vantajoso para ele levá-la até as colônias americanas e vendê-la ao dono de uma plantação.
Durante todo esse tempo, Cameron continuou procurando pelo seu verdadeiro amor, inclusive quando o resto da família de Virgínia já tinha desistido devido ao tempo e ao desânimo.
Justo agora, no momento em que começa a perder a esperança de encontrá-la, é quando Cameron acha um indício que pode levar até ela.
Entretanto, Virgínia já não é mais a menina doce e inocente de quando desapareceu.
Converteu-se em uma jovem formosa e com muitas lembranças dolorosas, muitas das quais deseja esconder, quando descobre que, enfim, poderá retornar junto das pessoas que ama. Cameron terá que derrubar a parede de segredos se deseja fazê-la feliz

Comentário revisora Cléria Janice: Uma boa história, com personagens interessantes e sem enrolação.
A protagonista é sofrida, mas não se torna chata por isso.
O mocinho é um fofo.Gostei bastante das irmãs e fiquei com vontade de ler os outros livros.Só achei uma pena não ser mais hot. No fim, é um bom livro, embora não seja especialmente o meu tipo preferido.
                                                               BAIXAR SÉRIE

O CAVALEIRO DAS CRUZADAS

Ana Seymour
O Cavaleiro das Cruzadas

Quando Nicholas Hendry retornou são e salvo das Cruzadas, jurou que nunca mais iria namorar todas as moças do condado. Mas não contava com os encantos da filha do taberneiro Beatrice Thibault. Beatrice ocupava seus dias entre o árduo trabalho de casa e os cuidados com o sobrinho, de quem cuidava desde que ele nascera. Mas era independente e arredia demais, e seria difícil Nick tê-la em seus braços para apenas uns poucos momentos de prazer. Nick então se lembrou que juramentos precisam ser cumpridos...

CAPÍTULO 1



_Será impossível permanecer sentado no cavalo se continuar be¬bendo assim - disse Gervase de Palgrave, afastando a garrafa que a garçonete sorridente lhe oferecia.
O outro cavaleiro esparramado na cadeira a sua frente, franziu as sobrancelhas, piscou de modo exagerado e impediu que a jovem a seu lado se afastasse, segurando seu braço com mão firme. A garrafa de bebida espatifou-se no chão.
_Em nome de todos os santos, Nick, você está bêbado como um gambá! - exclamou Gervase, dando um pulo da banqueta na qual se sentava e passando as mãos nas pernas, onde o líquido respingara nas roupas. - Vou ficar cheirando como uma adega.
O companheiro permaneceu sentado, mas lançou um olhar de remorso para a jovem que os servira, mur¬murando com delicadeza, e temperando as desculpas com um sorriso:
_Lamento muito pelo estrago, minha querida. Não foi de propósito.
Como por encanto, toda a zanga que a moça sentia desapareceu do rosto redondo.
_Foi um acidente, meu senhor - respondeu, o olhar fixo no belo cavaleiro.
Mesmo após o cansaço de muitas semanas de viagem, as feições másculas de Nicholas de Hendry faziam com que todos o olhassem com admiração.
Enquanto a moça retirava a jarra molhada às pressas, e limpava o liquido derramado com a própria saia, Ger¬vase voltou a sentar-se, resmungando com desagrado.
_O que há com você, meu amigo? Falta pouco para chegarmos a Hendry Hall, entretanto insiste em ficar aqui, nesta estalagem, como um coelho assustado na toca. Não está ansioso para rever sua família?
Os dois cavaleiros eram os únicos clientes na pe¬quena estalagem que, na realidade, não passava de uma cervejaria, em nada comparável com o estabele-cimentos grandes e animados que haviam visitado na longa viagem de volta à casa.
Nicholas fincou os cotovelos sobre a mesa, e ficou olhando para o fundo do copo que tinha à frente. Depois de uma longa pausa, suspirou, murmurando, sem er-guer o olhar:
_É verdade...
Gervase pareceu contente por convencer o companheiro.
_Então, vamos embora, homem! Garanto que de¬vem existir algumas damas ansiosas para rever seu rosto feio quando voltar para casa. - Com o canto do olho observou a jovem que os atendera e que não pa¬rava de encarar Nicholas. - Aliás, não precisa nem voltar para encontrar as que o admiram.
Nicholas tornou a sorrir para a jovem que ficou ver¬melha como um pimentão. Mexendo-se sem parar, ner¬vosa e desengonçada, ela ficou segurando com força a garrafa de bebida em uma das mãos e a barra do ves¬tido ensopado na outra.
_Será que os cavalheiros.., meus senhores... gos¬tariam de mais cerveja?
Nicholas deu um suspiro, arrastando um banco para longe da mesa, com um certo esforço.
_Não, minha querida. Meu amigo tem razão. Já é mais do que tempo de voltar para casa. - Levan¬tou-se, encarando o companheiro. - Aceitará a hos-pitalidade de Hendry Hall esta noite antes de prosse¬guir viagem, Gervase?
O outro rapaz inclinou a cabeça, concordando.
_Gostaria muito de conhecer seu pai. Vai se sentir orgulhoso de dar as boas-vindas para o filho herói.
Nicholas riu sem alegria.
_Quer dizer que o fato de termos sobrevivido na guerra nos transforma em heróis?
Gervase pegou as luvas que deixara sobre a mesa e levantou-se também, comentando:
_Todos os cruzados que retornam aos lares são heróis, Nick.
_Não vencemos nada de concreto, nada realizamos, somente enviamos alguns pobres pagãos a seus infer¬nos pagãos. Mas, assim agindo, servimos ao Cristia¬nismo e continuamos vivendo para contar a história. Sim, talvez você tenha razão, Gervase. Isso deve bastar para deixar meu pai orgulhoso e, assim sendo, não sei quem ficará mais atônito, ele ou eu.
Os dois cavaleiros dirigiam-se para a porta da es¬talagem, Nicholas um tanto cambaleante, procurando recuperar o equilíbrio.
Gervase amparou o amigo, passando uma mão por baixo do cotovelo de Nicholas, e perguntando:
_Por que seu pai ficaria atônito? Como não ficar orgulhoso de um filho como você? Cavaleiro soberbo, soldado invencível com uma espada na mão, raciocínio rápido, sem mencionar a aparência que fez inúmeros corações de donzelas se derreterem no caminho entre a Inglaterra e a Sicília.
_Aí está o problema, para ser exato, meu amigo. Meu pai sempre se aborreceu com o fato de o filho negligenciar os primeiros atributos que você mencio-nou, a favor do último.
_Ele desaprova que você seja um conquistador de belas mulheres?
Nicholas semicerrou os olhos ao deparar-se com a luz forte do sol.
_É um sentimento que oscila entre desaprovação e desgosto, creio. Sempre se queixou de que causei problemas com meus relacionamentos irresponsáveis.
Gervase observou Nicholas. Era um cavaleiro alto, magro e louro, apenas alguns anos mais velho que Nicholas, porém a expressão de seu rosto era muito mais ingênua e jovial. Os olhos azuis eram claros e inocentes. Acabou perguntando, em tom bastante curioso:
_Então, teve muitas mulheres em seus braços?
_Sim, muitas.
Estavam quase alcançando os cavalos, quando a jo¬vem que os tinha servido na hospedaria veio correndo, porta afora, chamando-os:
_Desculpem, senhores.
Ambos voltaram-se para ela, e Gervase perguntou:
_O que foi, menina?
Sem despregar o olhar de Nicholas outra vez, a jovem ficou esfregando os pés no chão, demostrando, de modo claro, o embaraço pelo que precisava dizer.
_O patrão disse que precisam pagar pela cerveja derramada, meus senhores. Jamais pediria isso, mas estou cumprindo ordens.
Gervase olhou em direção da hospedaria que mal haviam deixado e, em seguida, encarou Nicholas, perguntando:
_Conhece o proprietário, Nick?
Nicholas balançou a cabeça em negativa, de modo lento, como se tentasse clarear as idéias.
_Já se passaram quase quatro anos. Não me re¬cordo. Quem é seu patrão, minha querida? - Voltou-se para a jovem de modo interrogativo.

                                                                      BAIXAR

LUA NASCENTE

Lua Nascente
(Moonrise)
Ana Seymour



Naquela noite, seus destinos mudaram para sempre...
Inglaterra, 1666

Ao jurar combater as injustiças sofridas por seu povo, Sarah Fairfax entrou em um jogo altamente perigoso: torno-se a mais ferrenha inimiga do poderoso lorde Anthony Rutledge, colocando em risco não apenas sua liberdade, mas também seu bem guardado coração!
Lorde Anthony recebeu uma missão do rei da Inglaterra: capturar de qualquer maneira o bandido que vinha aterrorizando os homens ricos de Yorkshire. Ele adorava desafios, mas não esperava encontrar Sarah pela frente – mulher belíssima, que escondia tantos segredos quanto os pântanos das terras do norte...

Prólogo

3 de setembro de 1666

Dos grandes jardins floridos de Vauxhall às ruas barulhentas e movimentadas de Southwark, os londrinos concordavam que aquele ha¬via sido um ano muito estranho no que se referia ao tempo. A cidade estava seca como um deserto. Em vez dos frescos ventos do outono, soprava uma brisa quente que não fazia nada para dissipar o calor. Ao contrário. Servia apenas para aumentá-lo. E, pelo visto, as coisas não iriam mudar tão cedo.
Trancafiada numa pequena cela de pedra, Sarah Fairfax transpirava tanto, que seu vestido de algodão parecia grudar em seu corpo. Pela milésima vez na¬quele dia, olhou para uma bacia vazia em cima da única mesa que havia no recinto. Ah, como seria bom se pudesse tomar um banho fresco...
Um movimento por atrás da janelinha cheia de grades chamou-lhe a atenção. A luz era tão fraca, que mal conseguiu reconhecer o rosto do sentinela... um rosto malévolo que assombrava seus sonhos, todas as noites.
— Diga uma palavrinha só, garota. Um simples "sim" e você terá água fresquinha! Vamos, não custaria nada. Uma moça bonita como você precisa tomar um banho nesse calor!
O homem era caolho. No lugar do olho esquerdo, havia uma grande cicatriz. O direito, porém, brilhava com tanta maldade, que fazia com que o estômago de Sarah se contraísse.
— Não, obrigada — ela respondeu, tentando manter a calma.
Virou as costas e se aproximou de uma outra janela, sua única fonte de luz nos últimos... quantos dias mes¬mo? Ou será que já eram semanas? Ou meses? Tinha perdido a noção do tempo.
No princípio, ela havia pedido velas, cobertas limpas, material para escrever. Os guardas pareciam ansiosos em agradar a bela prisioneira, mas ela logo descobrira que haveria um preço para tamanha generosidade. E, finalmente, parara de pedir fosse lá o que fosse.
Sentia o olhar maldoso do sentinela em suas costas. Seu estômago se contraiu de novo. Ao entrar na Torre, meses atrás, o fizera de cabeça erguida. Parecia pronta para desafiar o mundo. Mas os dias intermináveis na¬quela pequena cela haviam se encarregado de minar sua autoconfiança juntamente com toda sua esperança.
A única coisa que permanecia era o ódio.
Seu pai, se estivesse vivo, certamente iria lhe dizer para desistir dele também. Podia quase ouvir sua voz sonora ecoando dentro daquelas tenebrosas paredes de pedra.
— Minha filha querida, as pessoas precisam fazer as pazes com a humanidade, antes de encontrar a paz com o Criador.
Sarah acreditava que seu irmão Jack conseguira isso antes de morrer. Ele estava tão sereno quando o vira pela última vez, naquela mesma cela... De qualquer modo, talvez ela não tivesse tão bons sentimentos as¬sim. Pretendia levar seu ódio e sua raiva para o tú¬mulo... e ainda além.
Devia passar ligeiramente da uma da tarde. Àquela altura, Sarah já conhecia cada ângulo dos raios do sol que entravam pela pequena janela e podia dizer as horas com precisão. O sentinela havia se afastado. Com certeza fora atormentar outra pobre vítima.
Momentos depois, porém, ouviu-se um barulho na porta. Uma chave foi inserida na fechadura. Sarah deixou escapar um grito. A rotina da prisão era mais regular do que as marés e aquela não era a hora de visitas. O que estaria acontecendo? Será que haviam vindo para...
A porta finalmente se abriu, fazendo ruído no chão de pedra. E um homem entrou. Estava todo vestido de preto. Cor de seus cabelos e também de seus olhos.
— Você! — exclamou Sarah revoltada.
Os olhos pretos a encaravam com curiosidade.
— Surpresa em me ver, meu amor?
Ela fez força para manter a calma. Precisava ser forte.
— Não. Não estou surpresa. Estou desapontada. Pensei que, a uma horas dessas, os holandeses já ti¬vessem feito picadinhos de você.
O homem sorriu e deu um passo à frente.
— Venho me mantendo afastado dessa guerra, que¬rida. Como pode ver, ainda tenho alguns assuntos a tratar no mundo dos vivos
Sarah levantou a cabeça.
— Seja lá que assunto você tenha a tratar, não é nada comigo o que houve entre nos, ja acabou há muito tempo!
— Talvez você esteja enganada...
Aquelas palavras, ditas de um modo tão sensual, fizeram com que o coração de Sarah começasse a bater com mais força. De qualquer forma, era preciso manter o controle a todo preço.
— Por favor, Anthony. Deixe-me em paz. Ele deu mais um passo à frente.
— Sinto muito, querida. Não posso fazer isso.
Tomou-a nos braços e seus lábios encontraram os dela com a inexorável força de um rio buscando o mar. Seus corpos se fundiram e, durante alguns instantes, foi como se ambos desafiassem as leis de um mundo natural para transformarem-se num só ser.
Levou um certo tempo para que ambos registrassem um som irritante vindo da porta. Anthony foi o pri¬meiro a se afastar. Virou-se em direção ao ruído, cu¬rioso e intrigado.
— Fico feliz que esteja se divertindo, senhor. — Era o sentinela que os espiava através das barras da cela. — Mas é melhor se apressar. Só posso deixá-lo ficar aí dentro por mais alguns minutos.
Anthony deu dois passos largos em direção à porta. E, quando falou, o fez com a voz absolutamente calma e pausada.
— Meu bom homem, se eu o pegar espiando de novo por essas grades, vou arrancar seu único olho e jogá-lo aos porcos.
O sentinela engoliu em seco, uma gota de suor escorrendo-lhe pelo rosto.
— Você me entendeu? — perguntou Anthony, sen¬tindo-se quase satisfeito.
O sentinela fez que sim com a cabeça, então desa¬pareceu de vista o quanto antes.
Anthony aproximou-se novamente de Sarah, seus olhos escuros como a noite estavam cheios de preocupação.
— Esse homem aborreceu você, Sarah? Alguém a machucou? Por favor, eu preciso saber...
Ela sentia-se fraca. Meses de confinamento e pouca comida haviam sido mais do que suficientes para aca¬bar com toda a sua energia.
— Posso saber o que veio fazer aqui, Anthony? - Ele levantou a mão e acariciou-lhe os cabelos.
— Vim tirá-la daqui, querida.
Ela deu um riso irônico.
— Caso não tenha esquecido, lorde Rutledge, seu rei tem outros planos para mim. Se os procuradores reais vencerem, vou ter minha cabecinha arrancada de meu corpo.
Anthony Rutledge olhou para seu branco e delicado pescoço.
— Não, Sarah. Isso não vai acontecer. Vamos sair juntos daqui... hoje.
— Ah, sim, mas é claro. Eu, uma prisioneira con¬denada, saindo daqui sem que ninguém me impeça...
— Você são sairia como uma prisioneira condenada.
— Não?
— Não. — Os olhos escuros de Anthony Rutledge ficaram ainda mais escuros. — Sairia daqui como mi¬nha mulher.
Sarah arregalou os olhos, branca como um fantasma.
— Sua mulher!
Anthony fez menção de tomar-lhe a mão, mas ela se esquivou daquele contato. Ele explicou, a voz cheia de carinho e paciência.
— Eu sei que talvez a idéia não seja do seu agrado, mas é o único jeito. Case-se comigo, Sarah. E você poderá sair daqui hoje mesmo, como uma mulher livre.
Ela se afastou dele, encostando-se nas pedras frias da parede. Seus olhos acinzentados ficaram ainda mais brilhantes.
— Eu prefiro apodrecer no meio do inferno!
                                                                         BAIXAR

SÉRIE LYONSBRIDGE

CH 204- SONHOS A MEIA NOITE - ANA SEYMOUR

MAID OF MIDNIGHT

Um grande segredo e um lindo cavaleiro...
Bridget considerava o Mosteiro de São Gabriel seu lar desde que aparecera ali, misteriosamente, anos antes. Isolada de olhares curiosos, sentia-se feliz em poder retribuir a atenção de seus amáveis protetores. Entretanto, depois de ler as fantásticas fábulas do rei Artur e Guinevere, Bridget começou a sonhar em encontrar um cavaleiro...
Em busca do irmão desaparecido, sir Ranulf Brand decidiu vasculhar o interior da Normandia. Atacado por bandidos e dado como morto, ele acordou no Mosteiro de São Gabriel para deparar-se com a visão de um anjo de cabelos dourados, que cuidava de seus ferimentos à luz de velas. Mas os monges insistiam em dizer que não passava de uma alucinação provocada pela febre. Mas que alucinação era aquela, que o fazia sentir o toque dos lábios daquela bela jovem nos seus?...

Será que o verdadeiro amor pode realmente vencer qualquer barreira?

Inglaterra, 1140.

Lorde Alain, o imponente barão de Hawkswell, sentia-se cada vez mais atraído pela bela e misteriosa jovem inglesa que cuidava de seus filhos. Altiva, sensual e impetuosa, aquela moça de cabelos dourados e intensos olhos azuis não poderia ser apenas uma serva...
Como uma fada das antigas lendas, ela surgira de repente em seu castelo, mudando para sempre sua vida e a de todos que a conheciam! Mas por que ele tinha a impressão de que ela não era quem realmente dizia ser?

                                                                                         BAIXAR  BAIXAR




O Amor Não Se Compra - Ana Seymour

Inglaterra, século XII
O Lorde de Lyonsbridge estava aprendendo que as mulheres podiam ser perigosas... Nem o contrato de casamento forçado convenceu lady Alyce de Sherborne a ser subserviente. Ela queria conduzir sua própria vida e somente se entregar ao homem a quem amasse de verdade. Mas, se lhe fosse dada liberdade de escolha, ela aceitaria o sedutor sir Thomas Brand? O galante cavaleiro que havia garantido o resgate do rei levaria também o seu coração?
Ninguém melhor do que Lady Alyce, com sua docura enganosa e beleza pertubadora, para ensinar a sir Thomas uma lição sobre as mulheres. Na verdade, era impossível deixar de render-se aos encantos da linda donzela... e para Thomas Brand não era sacrifício algum tomar conta dela... par sempre!

BAIXAR





CHE 86- UM LORDE IRRESÍSTIVEL

LORD OF LYONSBRIDGE 
Inglaterra, 1130.
Ele era irresistível... Ela era tentadora!
Incumbida de organizar a parte social do castelo, Ellen Wakelin levou a sério seu trabalho. Mas não pôde evitar a companhia de Connor Brand, pois era somente com o misterioso chefe dos cavalariços que conseguia ser ela mesma.
No instante em que descobriu que Ellen estava em seu quarto, Connor percebeu que a nova senhora de Lyonsbridge iria lhe causar problemas. E como antigo governador daquele condado, o senhor de Lyonsbridge, o atual chefe dos cavalariços tinha agora um problema a mais par recuperar sua herança... porque a beldade de cabelos castanhos o distraía de seu objetivo.
BAIXAR


sábado, 13 de setembro de 2014

UM TOQUE DE CHARME

Toque de Charme
              Karen Fox

COLORADO, 1882
A voz ao coração...
Os moradores de Colorado Springs consideram a impulsividade de Charisma Sullivan tudo menos encantadora, uma vez que ela diz qualquer coisa que venha à cabeça, sem pensar duas vezes.
Mas o candidato ao Senado Will Barclay fica intrigado com a visão política, a inteligência e a espontaneidade de Charisma.
Decidindo que a companhia de uma charmosa namorada pode ser um ponto positivo para sua campanha eleitoral, ele pede a Charisma que desempenhe esse papel fictício, até as eleições.
No entanto, apesar da gentil orientação de Thalia Papadopoulos, a simpática e solícita viúva de um Senador, o jeito impetuoso de Charisma a coloca em situações cada vez mais constrangedoras, mesmo quando a crescente atração entre ela e Will os leva a um envolvimento mais íntimo.
Paixão e política é uma combinação perigosa, e logo Will terá de escolher entre a razão e a emoção...



Capítulo I

— Depressa! Assim chegaremos atrasadas!
Charisma Sullivan tentava em vão fazer suas irmãs entenderem a urgência daquele momento. Esperar por Grace e Belle seria perder tempo e por isso seguiu adiante. Mesmo de longe, conseguiu ver a multidão se formando em torno do advogado William Barclay, candidato a uma vaga no Senado.
Ela resistiu à vontade de correr ao se lembrar dos conselhos da mãe, "Senhoritas nunca correm".
Senhoritas não faziam várias coisas, a maioria delas divertidas. Apesar de sua família agora ser rica, Charisma sentia falta da vida simples que levava quando seu pai trabalhava nas minas. Naquele tempo, não havia tantas normas a serem seguidas e seus pais raramente brigavam.
— Espere por nós, Charisma! — gritou Belle, a irmã mais velha — Você não vai querer se apresentar desacompanhada! Ou vai?
Ela suspirou e esperou pelas irmãs na estrada larga e suja que levava ao Hotel Colorado Springs. Afinal, a condição imposta pela mãe para poder ir ao comício era que as três fossem juntas.
— Vamos, corram! Já devo ter perdido boa parte do discurso — reclamou Charisma, instigando-as a se apressarem.
— Não entendo por que você se interessa tanto — disse Belle — Mulheres não têm espaço na política! Nem mesmo podem votar.
— Isso vai mudar. A Senhora Woodhull disse que é só por tradição que as mulheres não votam, e não pela Constituição.
— Só porque a Senhora Woodhull concorreu a um posto de presidente e sem sucesso, diga-se de passagem, não quer dizer que esteja certa — comentou Belle, sacudindo a cabeça.
—As idéias dela são excelentes.
Charisma acreditava nelas e as defendia com firmeza. Por que uma mulher não poderia fazer a diferença? Quando morava em Leadville, costumava ver como as mulheres mantinham suas famílias unidas, enquanto os homens trabalhavam nas minas de prata. Eram elas que tomavam as decisões importantes, e trabalhavam tão duro quanto os homens. Por que, afinal, não merecer os mesmos direitos?
Aproximando-se da multidão que circundava a entrada do hotel, ouviu a voz do Senhor Barclay, embora não conseguisse vê-lo.
—... e concluindo, acredito no direito de todos os indivíduos, desde um simples vendedor até o próprio General Palmer — A voz era grave, bem impostada e cheia de convicção.

                                                                BAIXAR

UM TOQUE DE CLASSE


(A Poet's Touch)
Valerie King


Londres, Século XIX
Dizia-se que um simples toque do lendário poeta era suficiente para enlouquecer uma mulher...
Todos sabiam da lenda que envolvia o famoso poeta... Seu toque levaria uma dama a uma grande aventura... Quando Alison teve a chance de tocá-lo, pensou estar prestes a embarcar na mais maravilhosa aventura de sua vida. No entanto, seus sonhos foram abalados quando um homem terrivelmente irritante entrou em seu caminho. Lorde Richfield, tido como arrogante pela aristocracia inglesa não conseguia decidir se a insultava ou se a cortejava. Porém, o beijo de Richfield despertou em Alison uma paixão como jamais sentira, e que se tornou ainda mais intensa pela intrigante história de vida do lorde. Ao saber que Richfield investigava a misteriosa morte do pai, Alison se dispôs a ajudá-lo, longe de suspeitar que se veria envolvida numa teia de vingança que colocaria em perigo sua vida e seu coração...

                                                                                      BAIXAR

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

BEIJADA PELAS SOMBRAS





Lady Philippa Nielson não se lembra do que aconteceu em seu aposento em plena noite, nem conhece o perigoso enredo que ameaça sua vida.


Mas um leve toque da mão de um misterioso desconhecido e um simples olhar de seus inteligentes olhos cinzentos bastam para que Pippa se sinta unida a quem deveria ser seu mais notório inimigo.
Quem é esse homem que parece saber sobre sua vida mais que ela mesma?
Lionel Ashton foi designado como guardião de Pippa e do segredo que ela, sem sabê-lo, guarda.


Mas o que Lionel sabe sobre Pippa porá a vida de ambos em grave perigo, enquanto caem sob o feitiço de uma atrevida sedução que os trasnformará em apaixonados foragidos e em legendários amantes.


Comentário revisora Rosângela Breda: No começo não entendi o livro, lá do capítulo quatro foi que eu comecei a entender que era tudo um complô político, que o marido dela era um fraco e ela uma heroína muito valente, quando aparece o mocinho muito sofrido também e que salva ela de um futuro incerto e com muito amor eles vencem tudo.



Capítulo Um


Palácio de Whitehall, Londres, agosto de 1554.


Pippa foi consciente do brilho da luz do sol inclusive antes de abrir os olhos, mas continuou deitada até que esteve totalmente acordada.
Antes que as sensações fossem evidentes, já sentiu a boca seca, os membros pesados e uma débil dor surda nas articulações.
Sempre que despertava depois do amanhecer se sentia assim.
Era pouco usual nela dormir até tarde.
Sempre tinha despertado antes do amanhecer, preparada para tudo o que lhe proporcionasse o novo dia, mas nas últimas semanas, desde o casamento da rainha com Felipe da Espanha, ficava assim nas manhãs nas que se levantava sentindo-se pesada e sem forças, com uma dor nos olhos que demorava até o meio do dia para desaparecer.
Moveu seu corpo devagar sobre o colchão de plumas.
Stuart estava ao seu lado. Não tinha se deitado na cama com ela na noite anterior, que era algo comum.
O aroma de vinho impregnava ainda seu fôlego e adivinhou que tinha amanhecido em companhia de seus amigos, das cartas e dos jogos de dados, aos que era viciado.
Virou-se de costas para ele, ainda pouco disposta a fazer soar a campainha para chamar sua criada e começar o tedioso processo de vestir-se para o dia.
Ao separar as pernas notou um ligeiro desconforto, uma viscosidade seca nas coxas.
«Por quê?», pensou irritada. «Por que Stuart só me faz amor quando estou adormecida?
» Neste sentido nunca se mostrou como uma mulher desinteressada.
De fato, nas primeiras semanas depois do casamento, fazia tudo que estava em sua mão para que o jogo amoroso na cama do casal acabasse sendo provocador e apaixonado.
«O entusiasmo de Stuart sempre foi muito limitado», refletia Pippa agora, «mas ao menos estive acordada em todas as ocasiões.
» Seu marido se removeu a seu lado e, com renovadas energias.
Pippa virou sobre si mesma, apoiando-se no cotovelo para contemplá-lo.
Inclusive dormindo, com aroma de vinho, era condenadamente bonito: formosos cachos sobre essa ampla testa de alabastro, grossas pestanas marrons como luas crescentes sobre suas altas maçãs do rosto, a tez dourada pelo sol.
Lorde Nielson era um ávido caçador, um homem ao que gostava tanto das atividades ao ar livre como das mesas de jogo.
Um homem que podia consumir suas forças sem aparentar moléstia alguma.
Como se desse conta do olhar analisador de sua esposa, abriu os olhos.
Uns olhos que tinham a íris da cor da água marinha e a parte branca tão clara como a de um menino.
A voz de Pippa soou irritada. —Por que não me despertou Stuart? Se queria fazer amor esta noite, por que não me acordou?
Ele a olhou desconcertado, estendendo uma mão para tocar o braço dela.
—Estava tão profundamente adormecida, Pippa...
                                                                                    BAIXAR

UM TOQUE DE MALÍCIA

Um Toque De Malícia
Série Escândalo

Londres, 1812


Victoria Ashton tem inteligência e ambição, qualidades de pouco valor para a maioria dos cavalheiros solteiros da alta sociedade.
Seu próprio pai não imagina que ela tem uma vida secreta como negociante anônima na Bolsa de Valores de Londres.
Mas o sonho de Victoria de conquistar sua independência cai por terra quando Blake Mallorey, inimigo de seu pai, assume as dívidas dele e propõe a Victoria uma escolha das mais difíceis: viver com ele por um ano como sua amante, ou condenar a família à falência.
Durante anos, Blake sonhou em fazer justiça, e seu plano se torna mais atraente quando ele descobre a beldade que Victoria se tornou.
Ele pode ser um libertino, mas jamais forçou uma mulher a se deitar com ele. Blake pretende seduzir Victoria, beijo por beijo, carícia por carícia.
Mas com uma mulher sensual e encantadora como Victoria, a sedução pode agir dos dois lados, e um plano baseado no desejo de vingança pode se transformar numa paixão escandalosa...

Capítulo Um



— Dizem que ele retornou do mundo dos mortos.
Victoria Ashton franziu o cenho para a jovem a seu lado. Jane Middleton era uma mocinha robusta, que já estava na sua quarta temporada e já tinha conquistado fama de fofoqueira. Victoria permaneceu em silêncio, os olhos passeando pelo salão de baile lotado do Almack's.
— Dizem também que ele conseguiu acumular uma imensa fortuna e que é muito bonito — Jane continuou. — Por isso, todas as mães estão atirando as filhas para ele!
Victoria fingiu interesse e assentiu com um aceno de cabeça para os comentários de Jane. Mudando de posição, ela olhou por cima do ombro de Jane e analisou os rostos dos casais que dançavam ao redor do salão.
Seus olhos pousaram então na entrada do salão de jogos. Sentiu uma pressão no peito só de pensar que Spencer já tinha ido para lá.
Jane entrou na frente de Victoria, bloqueando sua visão. Erguendo a voz em uma oitava, continuou:
— A nova casa de campo de Blake Mallorey é tão luxuosa que o Regente em pessoa foi até lá fazer uma visita para obter alguma idéia para a sua próxima residência real.
Algo nas últimas palavras de Jane chamou a atenção de Victoria.
— Casa de quem você falou? — A nova residência do príncipe regente.
— Não. A casa de quem o príncipe visitou? Jane fitou Victoria, confusa.
— Victoria, você não ouviu uma palavra do que eu disse? Estou falando de Blake Mallorey, apesar de eu saber que deveria ter me referido a ele pelo título, o conde de Ravenspear, que voltou para Londres depois de dez anos de ausência.Você se lembra dele e da família?
Um súbito calafrio percorreu a espinha de Victoria.
O nome Blake Mallorey trouxe à tona um fluxo de lembranças de sua infância.
Algumas doces e pungentes, mas a maioria não.
Jane fez um afago no braço da amiga e sorriu, sem jeito.
— Tenho certeza de que você deve se lembrar. Não aconteceu um escândalo entre as suas famílias? Victoria negou, meneando a cabeça. — Já faz muito tempo. Mal consigo me lembrar. — Bem, lady Cowper o convidou para vir ao Almack's, esta noite. Talvez você o reconheça quando o vir. Victoria virou-se na direção de Jane.
— Blake Mallorey foi convidado? Esta noite?
— Sim. A cidade toda não fala de outra coisa — Jane informou. — Ele é muito rico agora, e muito bem relacionado. Correm alguns boatos de que ele até emprestou dinheiro para o príncipe regente.
Jane fez um afago no braço de Victoria como para acalmá-la.
— Você não precisa temer por causa do escândalo que aconteceu no passado entre a suas famílias. Com a nova posição que conquistou, duvido que Ravenspear esteja pensando em algo tão leviano quanto uma vingança.
Mordendo o lábio inferior, Victoria desviou o olhar.
— Se me der licença, preciso encontrar meu irmão, Spencer.
Victoria saiu andando pelo salão lotado, num farfalhar de seda.
Será que Blake era o único da família que tinha voltado?
E quanto à sua mãe e irmã?
Victoria forçou um sorriso e seguiu em frente.




SÉRIE ROMANCES À LUZ DA LUA


Informações da Série: Romances À Luz da Lua.
1- Uma Dama Nunca Mente
2- Um Cavalheiro Sempre é Discreto 



Uma Dama Nunca Mente (Romances à Luz da Lua #1)

Lady Morley, uma viúva atraente, está de férias para escapar de seus credores e elaborar um plano para recuperar sua fortuna. Distraída pela chegada de Phineas "Finn" Burke, um inventor brilhante com um passado chocante, ela se desespera e teme nunca conseguir o que precisa... Até que eles se beijam.
Finn, ingênuo em relação à espécie feminina e focado apenas em aperfeiçoar sua "carruagem sem cavalos" para uma exposição em Roma, nunca sonhou que pudesse encontrar uma mulher como Alexandra, que é tão enlouquecedora quanto graciosa. Finn anseia fazer Alexandra sua esposa, mas seus próprios planos estão no caminho... A menos que Alexandra possa sacrificar tudo para realizar seus desejos mais profundos.



BAIXAR







Um Cavalheiro Sempre é Discreto (Romances à Luz da Lua #2)

A Gentleman Never Tells (Affairs by Moonlight, #2)Há seis anos, Elizabeth Harewood e Lorde Roland Penhallow eram o casal de ouro de Londres, jovens, bonitos e loucamente apaixonados. Forçados a se separarem por seus parentes ardilosos e a carreira dele, Lilibet e Roland enterraram sua paixão sob o dever e a abnegação, até que um encontro casual numa remota pousada na Toscana muda tudo o que eles sabiam sobre si mesmos... E sobre os dois.

Mas Elizabeth Harewood é agora a Condessa de Somerton, ex-esposa de um dos aristocratas mais poderosos e brutais da Inglaterra e não pode ter o menor indício de escândalo associado ao seu nome. Quando Roland aparece misteriosamente no castelo onde está se escondendo, ela tenta agir como uma dama, mas a tentação está apenas a um beijo de...
BAIXAR




3- Um Duque Nunca se Rende – em breve




terça-feira, 9 de setembro de 2014

LIBERDADE PARA AMAR

 Liberdade para Amar - Clássicos Históricos Especial 164 ( Border Bride ) - Deborah Hale

Ele queria liberdade.Ela queria amor!
País de Gales, Idade Média.
Por treze anos Conway percorrera o mundo, vivendo aventuras, conhecendo lugares, cumprindo seu destino ... Agora estava de volta à sua cidade natal, sonhando em reencontrar Enid, a mulher que nunca saíra de seu pensamento. Mas a realidade que encontrou fez com que sentisse a mais profunda decepção: Enid se casara, tivera três filhos e agora era uma viúva que só pensava em criar bem as crianças.
Para Enid, Conway era passado, e como tal deveria ficar enterrado para sempre! Mas as visitas dele e seu jeito conquistador quase insolente fizeram o coração de Enid se reaquecer para o amor. Por que não tentar mais uma vez? Por que não esquecer todo o sofrimento que ele lhe causara no passado? Afinal, ela era jovem, bonita e ele pai de seu primogênito ... embora ainda não soubesse disso!

LIBERTE MEU CORAÇÃO

Liberte Meu Coração - Meg Cabot

Sua Alteza Real, a princesa Mia Thermopolis da Genovia, cujos diários se tornaram sucessos de venda, agora mostra ao mundo inteiro seu primeiro romance — cheio de perigo, desejo e um amor que vencerá todos os obstáculos... com a ajuda da incrivelmente talentosa Meg Cabot!

Finnula é a caçula de seis irmãs e um irmão na Inglaterra do século XIII. Enquanto suas irmãs se contentam em fofocar sobre maridos, crianças e afazeres domésticos, Finnula é alvo de comentários maldosos de toda a vila por caçar nos terrenos do conde e por andar por aí em calças de couro justas!

Mas de repente Finnula se vê envolvida numa complicação sem tamanho... Uma de suas irmãs acabou com o seu dote comprando vestidos e bugigangas, e a única forma em que as duas conseguem pensar para recuperar esse dinheiro é muito pouco usual... Sequestrar um lorde ou um cavaleiro rico que possa pagar um resgate!

O que ela não esperava é que esse sequestro fosse criar mais problemas do que soluções: o cavaleiro recém-chegado das Cruzadas que é escolhido por Finnula vai acabar se mostrando alguém muito diferente do esperado, e a moça pode acabar tendo que abrir mão do resgate... e de seu coração.

domingo, 7 de setembro de 2014

UMA MULHER QUASE PERFEITA

Classicos Históricos 434- UMA MULHER QUASE PERFEITA- MICHELLE MARCOS.

Inglaterra, 1850
Um segredo escandaloso

Como criada do Empório do Prazer, April Jardine já testemunhou sua cota de atos pecaminosos, porém nada tão insolente como seu próprio esquema para ganhar dinheiro. Chantageando os cavalheiros citados no diário particular de sua patroa, April conseguirá escapar de uma vida inteira de trabalho árduo... contanto que consiga também escapar de ser condenada à forca por extorsão. Tudo vai bem até seu caminho se cruzar com o de lorde Blackheath, o juiz mais influente da Inglaterra. Os olhares que ele lhe endereça sugerem que está dividido entre expor o esquema de April e seduzi-la... o que ela está mais que disposta a aceitar.
Embora April tenha uma luz própria, que ofusca o brilho de qualquer dama da sociedade que Blackheath conheça, ele sabe que confiar naquela jovem ardilosa poderá lhe custar sua fortuna e sua reputação. Como ele conseguirá acolher aquela mulher em sua casa... e em seu coração?...
                                                                                                        BAIXAR

LIÇOES DE SEDUÇÃO


Inglaterra, 1814
Um caso para sempre lembrar...
Ao encontrar o noivo nos braços de uma cortesã, Athena McAllister chega a uma assustadora conclusão: a maioria dos homens prefere a companhia das amantes à da esposa. Como poderão ela e outras moças dispostas a casar aprender a ser amantes ardentes para os maridos, além de boas esposas? Em sua busca pela resposta, Athena convence o avô a permitir que ela abra unia escola preparatória para moças solteiras. Ali, ela e suas alunas irão discretamente aprender a arte da sedução com conhecidos cavalheiros de Londres...
Um desejo para jamais esquecer...
A irmã de Marshall Hawkesworth tornou-se habilidosa demais nos joguinhos de flerte e sedução, e ele desconfia de que a causa disso seja a nova escola preparatória para moças. Marshall se apresenta como palestrante e ministra ali várias aulas, sobre diversos assuntos, entre eles a sensualidade do beijo. Logo ele descobre que Athena é a aluna mais aplicada e antes que a instituição seja fechada, ele pretende dar-lhe algumas aulas particulares das quais ela não se esquecerá tão cedo...


                                                                            BAIXAR
 

LIÇÕES DE AMOR

Lição de Amor - (The Trouble With Harriet) Julia Histórico nº 1507 - Wilma Counts
Inglaterra, 1802

Fagulhas de paixão!

Harriet Kingsley foi, um dia, uma menina pobre e tímida, mas hoje ela é uma jovem viúva, rica e independente. Homem nenhum, por mais poder e prestígio que tenha, nem mesmo o arrogante lorde Marcus, diz a ela o que fazer... principalmente no que diz respeito à sua protegida, Annabelle. Como se não bastassem as atribulações que enfrenta em sua atividade política, Marcus ainda precisa lidar com os seguintes problemas: lady Harriet é irritantemente teimosa; é também irresistivelmente linda; os dois dividem a guarda da indisciplinada Annabelle; e sua vida está virando um verdadeiro pandemônio, com aquela incessante e cansativa batalha de vontades e de pontos de vista diametralmente opostos! Até que um beijo impetuoso desperta uma paixão ardente, e Marcus descobre que seus problemas com Harriet estavam apenas começando...